Nitrato de amônia pode ter sido a causa da explosão no Líbano, dizem autoridades

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TOPSHOT - EDITORS NOTE: Graphic content / A helicopter puts out a fire at the scene of an explosion at the port of Lebanon's capital Beirut on August 4, 2020. (Photo by STR / AFP) (Photo by STR/AFP via Getty Images)
Explosão na região portuária de Beirute causou estragos na capital libanesa (Foto: STR/AFP via Getty Images)

Autoridades políticas do Líbano apresentaram, na tarde desta quinta-feira (4), possíveis versões preliminares das causas da enorme explosão ocorrida na região portuária de Beirute, capital do país. O governo libanês estima que, ao menos, 73 pessoas morreram e outras 3,7 mil ficaram feridas.

A primeira versão foi dada pelo major-general Abbas Ibrahim, diretor-geral da Inteligência Libanesa, que afirmou que a explosão poderia ter sido causada por nitrato de amônia. O material químico teria sido confiscado de um navio há mais de um ano e foi armazenado em um local no porto.

“Foram 2.700 toneladas de nitrato de amônio que explodiram e estavam a caminho da África”, disse ele. As declarações foram feitas ao canal “LBCI News”.

A explosão, ainda segundo a LBCI News, teria sido provocada por faíscas durante um processo de soldagem na tentativa de reforçar a segurança para evitar que o material fosse roubado.

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Já o primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, afirmou que a explosão pode ter ocorrido devido a um carregamento de nitrato de amônio, estimado em 2.750 toneladas, que estava estocado no local há cerca de 6 anos.

“Não descansarei até que a pessoa responsável pelo que aconteceu o responsabilize e imponha as penalidades mais severas porque é inaceitável que um carregamento de nitrato de amônio esteja presente há 6 anos em um armazém sem tomar medidas preventivas”, disse ele, segundo a LBCI News.

Outra informação foi divulgada pelo líder político druso Walid Jumblatt, principal liderança do Partido Socialista Progressista do Líbano. Jumblatt afirmou ao canal “Sky News Arabia” que teria informações de que a explosão também foi causada por nitrato de amônio, mas que estaria armazenado na região portuária há cerca de quatro anos.

No entanto, Jumblatt cobrou investigação em cima do ocorrido e preferiu não fazer conclusões precipitadas. “É melhor esperar pelas investigações e não tirar conclusões precipitadas. Ouvi informações preliminares de que o motivo é o nitrato de amônio armazenado por 4 anos”, disse ele.

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Em entrevista à Sky News, o governador de Beirute, Marwan Aboud, chorou ao falar sobre as duas explosões que aconteceram na região portuária da cidade. Ele ainda comparou as explosões às bombas atômicas que atingiu as cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial.

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