Diretor da Microsoft Brasil fala do 'dilema' do trabalho híbrido; confira

Ferramentas tecnológicas deram suporte para que muitas empresas garantissem (e, em muitos casos, aumentassem) a produtividade de suas equipes através do trabalho remoto durante a pandemia de Covid-19. Desde fevereiro de 2020, o tempo semanal em reuniões para os usuários da plataforma Microsoft Teams, por exemplo, aumentou 252%.

Em um momento de gradual retorno aos escritórios, Ricardo Wagner, diretor de Trabalho Moderno e Segurança da Microsoft Brasil, avalia os ganhos que o modelo de trabalho híbrido trouxe aos profissionais e também às organizações e fala sobre o dilema de somar o conforto que o modelo remoto permitiu e a interação social.

O paradoxo do híbrido

Segundo o executivo, a perspectiva de poder trabalhar além do escritório criou uma nova dinâmica e uma nova demanda de profissionais que preferem trabalhar de casa. De acordo com um relatório de 2022 da Microsoft, intitulado “Grandes Expectativas: permitindo que o trabalho híbrido funcione.”, 34% dos gestores brasileiros entrevistado dizem que a liderança em sua empresa está desalinhada com as expectativas dos funcionários e 38% dos funcionários híbridos globais entrevistados dizem que seu maior desafio é saber quando e por que ir até o escritório.

Ricardo Wagner acredita que o modelo híbrido carrega o paradoxo entre o conforto de trabalhar de casa e a necessidade de interação entre os funcionários e de reconstrução do capital social das organizações. “O fato de você ir presencialmente não tira o aspecto do ganho da produtividade no uso de ferramentas como o Microsoft Teams”, afirma o diretor de Trabalho Moderno e Segurança.

Ainda de acordo com Wagner, a eficiência do trabalho moderno é hoje um aspecto mais humano do que tecnológico. Uma vez que a tecnologia já oferece ferramentas para facilitar e potencializar reuniões presenciais ou remotas, ele acredita que o que determina a qualidade dessas conversas é a disponibilidade que cada pessoa oferece verdadeiramente para cada encontro. “Independente do cenário, é preciso que a pessoa esteja genuinamente presente para aquela conversa”, afirma Wagner.

Comunicação e gestão

Microsoft Viva pode contribuir para que as organizações de posicionem neste trabalho moderno. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Microsoft Viva pode contribuir para que as organizações de posicionem neste trabalho moderno. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

Do ponto de vista tecnológico, Ricardo Wagner também destaca plataformas de experiência do funcionário (EXPs), como o Microsoft Viva, que podem contribuir, no aspecto de cultura para que as organizações de posicionem neste trabalho moderno. De acordo com ele, o Viva traz informações quantitativas do Microsoft 365 combinadas com informações qualitativas para auxiliar na comunicação e na gestão do fluxo de trabalho.

Além de identificar comportamentos e recomendar ações, como, por exemplo, sugerir que os e-mails sejam lidos em determinados horários do dia para tornar a rotina de trabalho mais produtiva; o Viva também detecta com qual frequência o gestor está se conectando com o seu time e também oferece informações personalizadas a cada funcionário para que ele ganhe habilidades condizentes com a sua função.

Do marketing ao trabalho moderno

Ricardo Wagner é diretor de Trabalho Moderno e Segurança da Microsoft Brasil. Antes de assumir o atual cargo, atuou na subsidiária do Canadá, na área de Marketing de Produto, auxiliando clientes corporativos e pequenas e médias empresas. No Canadá, Ricardo foi pioneiro em um novo movimento de vendas para envolver e nutrir relacionamento com os clientes por meio da Acessibilidade. Antes de ingressar na Microsoft Canadá, trabalhou por cinco anos na Microsoft Brasil, onde ocupou cargos de direção em Windows e Dynamics. O executivo já teve passagem pela Hewlett Packard (HP) onde trabalhou por sete anos nas áreas de vendas e marketing. Ricardo é formado em Economia pela Universidade Mackenzie e possui MBAs em Marketing pela ESPM e Gestão pela FGV.

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