Diretor da PF proíbe celular em reuniões e gera reclamação de delegados

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Delegados da PF (Polícia Federal) vêm criticando o que avaliam como uma postura desconfiada do diretor-geral da corporação, Márcio Nunes de Oliveira.

Desde que assumiu, Oliveira exige que os superintendentes regionais deixem os celulares do lado de fora nas reuniões que participam na sede.

Também instalou detector de metais e senha na porta de seu gabinete para controlar a entrada.

A atitude está sendo interpretada como desconfiança contra seus próprios pares. Um dos delegados afirma, em condição de anonimato, que os superintendentes já estão acostumados a lidar com informações sigilosas e que tais determinações foram mal recebidas em parte da corporação.

Procurada, a PF afirmou que o detector de metais e a senha na porta do gabinete são "medidas de segurança orgânica" adotadas pela corporação e já eram empregadas no antigo edifício sede, desocupado em março deste ano.

Afirmou também que a vedação de dispositivos eletrônicos nas reuniões com a diretoria visa a "evitar interrupções e dar dinamicidade aos assuntos tratados".