Diretor da PRF chega ao TSE após descumprir ordem de Moraes

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, chegou ao prédio do Tribunal Superior Eleitoral no início da tarde deste domingo (30).

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a PRF descumpriu ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, de não realizar operações que envolvam o transporte público de passageiros.

Segundo números internos da PRF aos quais a Folha de S.Paulo teve acesso, o órgão já tinha realizado 514 ações de fiscalização contra ônibus até as 12h35.

O número de abordagens no segundo turno já é 70% maior do que o que foi registrado na primeira etapa do pleito, no dia 2 de outubro —não é possível estimar se essas abordagens ocorrem antes ou depois da votação desses passageiros.

No Nordeste, prefeitos criticam operações em estradas federais nas proximidades de cidades do interior.

Na Bahia, a coligação liderada pelo candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT) ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral denunciando a realização de blitze em rodovias federais ao menos três cidades e pedindo a prisão do Superintendente da Policia Rodoviária Federal no estado.

A coligação alega que estão sendo realizadas blitze nas cidades de Simões Filho, Ubaitaba e Jacobina. E afirma que há uma "conduta deliberada em descumprir a decisão do TSE" e para impedir o direito de voto dos eleitores.

O PT protocolou no Tribunal Superior Eleitoral um pedido para impedir que a PRF atuasse para favorecer o presidente Jair Bolsonaro (PL) por meio da abordagem de veículos de transporte de passageiros.

Segundo a representação, a atuação poderia dificultar o deslocamento de eleitores de Lula (PT).