Diretor de área responsável por denúncia de assédio é encontrado morto na Caixa

Diretor da Caixa foi encontrado morto na sede do banco, em Brasília (Foto: Getty Images)
Diretor da Caixa foi encontrado morto na sede do banco, em Brasília (Foto: Getty Images)

Sérgio Ricardo Faustino Batista, diretor de Controles Internos e Integridade da Caixa Econômica Federal, foi encontrado morto na sede do banco estatal na noite da última terça-feira (19). A informação foi revelada pelo portal Metrópoles.

As primeiras apurações dão conta de que o caso de trata de suicídio, mas as investigações continuam.

A área do banco comandada por Batista, a Diretoria de Controles Internos e Integridade (DECOI), tem relação direta com os escândalos de assédio que levaram à queda do ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães. O setor seria o responsável por receber e acompanhar denúncias feitas por funcionário nos canais internos da Caixa.

Segundo o Metrópoles, o corpo de Sérgio Ricardo Faustino Batista foi encontrado na área externa da sede do banco, na região central de Brasília, por vigilantes que estavam de plantão. Batista tinha 54 anos e continuou como diretor mesmo após a saída de Guimarães. Ele era funcionário de carreira da estatal.

O caso foi registrado pela Polícia Civil do Distrito Federal e a Polícia Federal foi comunicada sobre a morte do diretor da Caixa.

Pedro Guimarães deixa a Caixa

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, deixou o cargo no dia 29 de junho, após revelações de acusações de assédio sexual contra funcionárias. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Federal e está sob sigilo.

Segundo publicado pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, a oficialização do pedido de demissão de Guimarães ocorreu durante um encontro com o presidente Jair Bolsonaro (PL) através de uma carta. Leia a íntegra da carta no fim da notícia.

As acusações contra Guimarães foram reveladas inicialmente pelo portal Metrópoles. De acordo com as vítimas ouvidas pela reportagem, o assédio sempre se dava por "toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites heterodoxos". Ainda segundo o Metrópoles, o Ministério Público Federal já abriu uma investigação, que está em andamento e sob sigilo.