Diretor financeiro da Organização Trump comparece à Justiça de NY

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O ex-presidente americano Donald Trump com seu filho Donald, Jr.

O diretor financeiro da Organização Trump, Allen Weisselberg, leal ao ex-presidente republicano Donald Trump, compareceu nesta quinta-feira (1º) diante das autoridades de Nova York, que planejam acusá-lo por crimes fiscais, informou a imprensa americana.

A acusação contra Weisselberg é aguardada há dias como parte de uma investigação de quase três anos do promotor do distrito de Manhattan sobre os negócios da Organização Trump.

Também espera-se que a própria Organização Trump seja indiciada quando a acusação criminal for revelada diante de um juiz à tarde, segundo fontes citadas por vários veículos de comunicação.

Embora o próprio Trump não esteja entre os acusados, ou nenhum membro de sua família, as acusações podem representar um duro golpe para o ex-presidente, que sugeriu que poderia voltar a se candidatar à Casa Branca em 2024.

Weisselberg, de 73 anos, considerado o guardião dos segredos da Organização Trump, deve ser acusado de sonegar impostos, segundo fontes citadas pelos jornais The New York Times e The Wall Street Journal.

O escritório do promotor do distrito não confirmou essas informações de imediato.

Weisselberg, acompanhado pelo seu advogado, chegou ao escritório do promotor do distrito por volta das 06h20 (07h20 no horário de Brasília), afirmou o New York Times.

O promotor de Manhattan, Cyrus Vance, e a procuradora-geral do estado de Nova York, Letitia James, investigam se Weisselberg e outros executivos sonegaram o pagamento de impostos sobre benefícios recebidos da Organização Trump.

Os benefícios incluíam matrículas em escolas privadas, aluguel de carros e apartamentos de luxo, segundo a mídia.

- Acusação "política" -

Trump, de 75 anos, chamou a investigação de "caça às bruxas".

A Organização Trump disse nesta quinta-feira em um comunicado que os promotores estão usando Weisselberg como "um peão em uma estratégia de terra queimada para prejudicar o ex-presidente".

"Isso não é justiça, é política", declarou um porta-voz da empresa familiar do magnata nova-iorquino, em comunicado citado por vários veículos da mídia americana.

A Organização Trump é uma holding familiar não listada na bolsa e que possui clubes de golfe, hotéis e propriedades de luxo.

Trump entregou as rédeas do negócio aos seus dois filhos mais velhos e a Weisselberg quando ocupou a Casa Branca, no início de 2017.

Os promotores de Nova York pedem que Weisselberg coopere com suas amplas investigações sobre as finanças da Organização Trump.

Uma acusação formal aumentaria a pressão sobre ele para que faça sua parte.

Os promotores nova-iorquinos investigam se a empresa supervalorizava ou subestimava regularmente seus ativos, especialmente várias propriedades no estado de Nova York, para obter empréstimos bancários ou reduzir seus impostos.

O ex-advogado pessoal de Trump, Michael Cohen, garantiu que o fizeram, o que poderia constituir uma possível sonegação de impostos ou uma fraude de seguro.

As investigações também são voltadas para oito anos de declarações de impostos de Trump, obtidas pelos promotores em fevereiro após uma longa batalha judicial que chegou até a Suprema Corte.

A investigação de Vance inicialmente se concentrou em pagamentos pelo silêncio de duas mulheres que alegam terem tido aventuras com Trump, antes que a investigação se ampliasse.

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