Diretor-geral da PRF entra de férias um dia após MPF pedir seu afastamento

Silvinei Vasques, diretor-geral da PRF
(Foto: Divulgação/PRF)
Silvinei Vasques, diretor-geral da PRF (Foto: Divulgação/PRF)
  • Diretor-geral da PRF entrou de férias nesta quarta-feira (16);

  • Descanso entra em vigor um dia depois do MPF pedir o afastamento dele por 90 dias;

  • Entidade alega que Silvinei Vasques fez uso indevido do cargo.

O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, entrou de férias na quarta-feira (16), um dia depois do Ministério Público Federal (MPF) pedir o afastamento dele por 90 dias por uso indevido do cargo.

Questionada pelo portal UOL, a PRF não informou quanto tempo Silvinei ficará fora da função, nem quem o substituirá durante o período de férias.

Apoio a Bolsonaro

O pedido do MPF foi feito em uma ação de improbidade administrativa protocolada na Justiça Federal do Rio de Janeiro.

Segundo a Procuradoria, Silvinei fez "uso indevido do cargo, com desvio de finalidade, bem como de símbolos e imagem da Polícia Rodoviária Federal com o objetivo de favorecer o candidato à reeleição Jair Messias Bolsonaro para o cargo de Presidente".

O documento aponta que o diretor-geral “manifestou apreço” e pediu votos ao mandatário nas redes sociais e em eventos públicos oficiais, usando “o mais importante cargo da hierarquia” da PRF em benefício do político. Além de “configurar crime eleitoral”, a atitude viola “os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade”.

O MPF ainda cogita que a postura de Silvinei impactou diretamente nos bloqueios ilegais realizados pela PRF no dia do segundo turno, em especial no Nordeste, reduto de eleitores petistas.

Silvinei também está na mira do MPF por ser acusado de perseguir policiais rodoviários que não declararam apoio a Bolsonaro. Os agentes alegam, em depoimentos e representações, que sofreram ameaças do diretor-geral e de outros integrantes do comando da corporação por terem posição política contrária.