Diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, vira réu por improbidade administrativa por pedir votos a Bolsonaro

A Justiça Federal do Rio de Janeiro atendeu o pedido do Ministério Público Federal e tornou réu o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, por improbidade administrativa. Em decisão do juiz José Arthur Diniz Borges, foi concedido o prazo de 30 dias para que o diretor-geral se manifeste. Posteriormente, o magistrado decidirá sobre o afastamento pedido pelo Ministério Público Federal.

“Determino a expedição de mandado de citação da parte ré para oferecimento de defesa, no prazo de 30 (trinta) dias, nos termos do art. 17, § 7º, da Lei nº 8.429/1992. Após, voltem-me conclusos, inclusive para apreciação da medida cautelar requerida”, diz trecho.

Anteriormente, o MPF havia pedido o afastamento imediato de noventa dias do diretor-geral, acusado de fazer uso indevido do cargo durante as eleições presidenciais por ter pedido votos de forma explícita para o presidente Jair Bolsonaro (PL) às vésperas do segundo turno. No dia seguinte à liminar, Silvinei Vasques entrou de férias. Sobre o afastamento, o juiz entendeu que é preciso ouvir o diretor-geral antes de tomar uma decisão.

Para o MPF, a conduta do diretor da PRF contribuiu para “o confronto instaurado durante o deslocamento de eleitores no dia do segundo turno das eleições e após divulgação do resultado”. A Polícia Rodoviária Federal foi procurada pelo GLOBO, mas não se posicionou até a data de publicação desta reportagem.