Diretor de hospital é preso na Jordânia após 7 mortes de covid por falta de oxigênio

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Manifestantes protestam na Jordânia contra a morte de pacientes em hospital por falta de oxigênio

O diretor e quatro funcionários de um hospital público de Salt, perto de Amã, foram detidos após a morte de sete pacientes de covid-19 em terapia intensiva por falhas no fornecimento de oxigênio, informou uma fonte judicial.

O procurador de Salt decidiu prendê-los por uma semana para ajudar na investigação e determinar as responsabilidades de cada suspeito, disse a Procuradoria-Geral de Amã em um comunicado.

Em pleno aumento de infecções de coronavírus na Jordânia, as mortes causaram comoção no país e a fúria da sociedade resultou na demissão do ministro da Saúde, Nazir Obeidat.

O rei Abdallah II, que foi ao hospital de Salt, a 30 km da capital, pediu a demissão do diretor Abdel Razak al Khachman.

Centenas de pessoas se reuniram diante do hospital durante a visita do rei para expressar seu descontentamento.

As duas câmaras do Parlamento se reuniram em caráter emergencial neste domingo para debater o ocorrido. Uma comissão de investigação foi criada, informou uma fonte parlamentar à AFP.

Neste domingo à noite, centenas de pessoas foram às ruas do centro da capital para protestar contra o toque de recolher imposto a partir das 19h00.

A Jordânia, de 10 milhões de habitantes, registra mais de 464.000 casos de coronavírus e mais de 5.200 mortes.

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