Diretor de presídio pede exoneração após denúncias de regalias a Jairinho e mãe de Henry

Extra
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A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio informou, nesta quarta-feira, que o diretor da cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, pediu para ser exonerado após denúncias de regalias durante a passagem do vereador Jairo Souza Santos Júnior (sem partido), o Jairinho, e Monique Medeiros pela unidade. O casal está preso por suspeita de envolvimento na morte do menino Henry Borel, em março deste ano.

Segundo informado pela Seap, o diretor pediu afastamento do cargo "após discordar das denúncias de supostos privilégios". A pasta acrescentou que todas as imagens de câmeras de segurança da cadeia pública já foram encaminhadas ao Ministério Público do estado do Rio.

Questionada pelo EXTRA, a secretaria não respondeu se foi aberta alguma investigação dentro da própria pasta para apurar as denúncias. Fontes da Seap afirmam que foi feita uma apuração preliminar, com análise das imagens das câmeras, sem que qualquer irregularidade tenha sido detectada.

A cadeia pública José Frederico Marques é a principal porta de entrada do sistema prisional do Rio na capital. As pessoas presas são levadas para a unidade, onde passam por audiência de custódia, e depois encaminhadas para outros presídios.

Segund fontes da Seap, Jairinho e Monique permaneceram poucas horas na cadeia pública, onde passaram pela audiência de custódia. Eles deram entrada na unidade na última quinta-feira, dia 8, e na mesma data foram transferidos. Jairinho foi para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, e Monique, para o Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói.