Diretora da Kawasaki foca nas vendas e minimiza pauta de equidade de gênero

Em um dos melhores momentos do mercado nacional de motocicletas, a Kawasaki Motores do Brasil promoveu para a sua cadeira nº 1 Sônia Harue Ando, que - após 12 anos de casa e quatro como gerente comercial - assumiu, em março, a diretora Comercial & Marketing da montadora japonesa. No mesmo mês, as vendas de motos superaram as de carro no Brasil (pela primeira vez em mais de 30 anos) segundo dados consolidados pela Abraciclo.

Além de garantir que a Kawasaki continue acompanhando o crescimento do setor, Sônia também tem como desafio puxar outras mulheres para o board executivo da empresa, já que, apenas ela e uma gerente compõe esse esse quadro.

Tendo como marca de gestão o trabalho em equipe, Sônia se preocupa com o que chama de “crescimento estruturado” das vendas “Se eu cresço 50% em o ano, e no período seguinte eu caio, é ruim”, explica a executiva. Enquanto o mercado de motos cresceu 8,4% em março de 2022, em relação ao mesmo período de 2021, a Kawasaki teve um crescimento anual de vendas de aproximadamente 12%, número comemorado pela nova diretora Comercial & Marketing.

Primeira mulher a assumir o cargo

Em um universo predominantemente masculino (apenas 18% dos colaboradores da montadora são mulheres), Sônia comemora a conquista do cargo mais importante da Kawasaki do Brasil. Mas, mesmo sendo a primeira mulher a alcançá-lo, derrapa quando questionada sobre as políticas de diversidade e equidade de gênero na empresa. “Em questão a gênero, eu sempre acreditei que é trabalho, independente de ser homem ou mulher”, afirma a diretora.

Com a bandeira do mérito em seu discurso, Sônia afirma que é a própria prova de que as mulheres podem chegar aonde quiserem, mas uma pesquisa recente da BR Rating, agência de classificação de governança corporativa do Brasil, aponta que apenas 16% das empresas do país têm mulheres no cargo de diretoria. Como uma das representantes deste seleto grupo, Sônia tem agora o desafio de fazer a Kawasaki ter mais que o atual 1% de mulheres na liderança.

Dobro de mulheres habilitadas a guiar motos

Além de encarar a questão de gênero dentro das estruturas da empresa, Sônia também tem a missão de olhar para o comportamento das consumidoras. De acordo com o Denatran, o número de mulheres brasileiras habilitadas com a CNH categoria A praticamente dobrou em uma década.

De acordo com a diretora Comercial & Marketing, em um recente evento da Kawasaki direcionado ao público feminino, mais de 200 mulheres testaram as motos da montadora japonesa. “Eu fiquei bem surpresa e bem feliz. A mulherada gosta de alta cilindrada”, diz Sônia. De acordo com a executiva esse público é também mais decidido: “Ela anda na moto, ela gosta, no dia seguinte, ela já está comprando”, afirma a diretora.

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