Diretores do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro foram detidos após participarem de protesto na Linha Amarela

Mariana Teixeira

Dois diretores do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro foram conduzidos até a 026ª DP (Todos os Santos) após participarem de um protesto que pedia medidas para proteger a população e garantir equipamentos de proteção individual para os trabalhadores no combate à COVID-19 na manhã deste sábado. A manisfestação reuniu um grupo de cerca de 15 pessoas na praça de pedágio da Linha Amarela por volta das 10h20 e durou 20 minutos, sem interrupção do trânsito. O ato consistia em segurar uma faixa com os dizeres: "Quarentena geral para não adoecer. Renda mínima para sobreviver. Leitos para todos não morrer" e, de acordo com o presidente do sindicato, Alexandre Telles,  não houve bate-boca entre manifestantes e policiais e, mesmo se prontificando a retirar uma faixa, dois integrantes do grupo foram direcionados até a delegacia. Ainda segundo Telles, o protesto tinha nove profissionais de saúde, respeitando o distanciamento e uso de máscara entre eles havia três médicos, uma agente de vigilância em saúde, uma nutricionista e uma musicoterapeuta.

— Isso é um completo absurdo e abuso de autoridade. São todos profissionais que estão na linha de frente, cuidado das pessoas, e merecem respeito — lamenta Telles.

A Polícia Militar informa que equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) e do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões (RECOM) foram acionadas para checar o protesto e que, chegando ao local, os policiais orientaram o grupo e desobstruíram a via e dois participantes foram conduzidos à 26ª DP (Todos os Santos) para registro dos fatos.