Acusada de corrupção, ex-presidente da Coreia do Sul passa primeiro dia presa

Seul, 31 mar (EFE).- A ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, passou nesta sexta-feira seu primeiro dia na prisão de Uiwang, no sul de Seul, depois que um tribunal decidiu por sua prisão preventiva por seu envolvimento no caso de corrupção da "Rasputina".

Park deixou o edifício da promotoria do distrito central de Seul, onde esperou durante horas para conhecer a sentença da corte, e por volta das 4h30 (hora local, 16h30 de quinta-feira, em Brasília) foi conduzida em seu carro particular, acompanhada de seus guarda-costas até o presídio, informou a agência de notícias "Yonhap".

A partir de agora a ex-presidente deverá viver sob o regime rigoroso desta prisão, diferente de sua ampla casa de dois andares, no bairro de Samseong, ou os luxos da Casa Azul (palácio presidencial sul-coreano).

A ex-presidente terá sua própria cela, de pouco mais de 6 metros quadrados, onde receberá três comidas ao dia (cada uma delas avaliada em pouco mais de um euro) e no local tem um colchão, mesa, cadeira, televisor, lavabo e vaso sanitário.

Os horários para assistir televisão são controlados, assim como o tempo que a ex-presidente, que deve lavar seus próprios pratos e talheres, pode passar fora da cela (em torno de uma hora para fazer exercício ou receber visitas).

Park foi detida de maneira preventiva após a Justiça considerar o que existem provas de que ela cometeu crimes como abuso de poder, coação, revelação de segredos de Estado e suborno, este último punido pela lei sul-coreana com um mínimo de dez anos de prisão e até com prisão perpétua.

A promotoria, que na última segunda-feira pediu a prisão da ex-presidente devidoa a gravidade dos crimes de ela é acusada e a possibilidade de destruição de provas, considera que Park confabulou com sua amiga Choi Soon-sil, apelidada de "Rasputina", para criar uma rede que extorquia empresas em troca de favores do governo. EFE