Discos e instrumentos podem ser objetos decorativos como na casa de Walter Casagrande

Douglas Alexandre e Guilherme Galvão
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O comentarista de futebol Walter Casagrande demonstra sua enorme paixão pelo rock ‘n’ roll na decoração de sua casa, onde ele tem um ambiente que foi totalmente pensado de acordo com o tema. Discos de vinil, instrumentos musicais, quadros temáticos... Juntos, eles fazem uma composição que confere muita identidade ao espaço.

A decoração de uma casa diz muito sobre a personalidade de quem ali habita. Quando escolhemos a “cara” dos cômodos, é preciso nos fazer as seguintes perguntas. O que me representa? Quais são as minhas paixões? O que vai fazer parte do meu dia a dia me trazendo aconchego e noção de pertencimento?

Aqui, temos como exemplo uma decoração toda voltada para a música. Combinadas da maneira certa, as peças podem até mesmo valorizar o ambiente sem muitas intervenções.

Uma dica maravilhosa: se você tem instrumentos musicais e não sabe onde guardá-los, use-os para decorar seu quarto, ou até mesmo uma sala onde recebe seus amigos e parentes. Essa decoração específica vai trazer o acolhimento que você busca sem precisar investir em objetos decorativos que muitas vezes não o representa.

Estúdio com cara de estúdio

Procurada pelo médico João Franz, a arquiteta Amanda Miranda recebeu a a missão de realizar um sonho do pediatra, que queria transformar um cômodo da casa onde mora, em Itaipu, Niterói, num estúdio de música. Sua inspiração eram clubes e pubs de jazz de Nova York. Motivo: ele ama música e tem como hobby tocar instrumentos musicais, como saxofone e teclado, e até já se apresentou profissionalmente.

O antigo home office, com 14 metros quadrados, virou o sonhado estúdio de jazz, com direito a tratamento acústico, poltrona com banqueta para ele estudar e relaxar e bancada com banquetas altas. Em breve, ele pretende promover pocket shows em casa, na companhia de amigos músicos. “Ele me pediu uma bancada acima do teclado para apoiar o computador, onde costuma ler suas partituras, sem fio aparente. E também alguns armários para guardar livros, além das partituras”, conta a arquiteta.

Já o projeto de iluminação oferece duas atmosferas possíveis: uma tipo “inferninho”, com luzes coloridas e neon, e outra com o ambiente totalmente claro, próprio para o morador estudar. Essencialmente masculino no que diz respeito à paleta de cores, o projeto de decoração segue um estilo industrial contemporâneo, com a pegada totalmente voltada para o tema de hoje aqui. “Sem dúvida, o estúdio de jazz é hoje o ambiente de casa que o médico mais usa em seu momento de lazer. Virou uma válvula de escape nesta pandemia”, finaliza Amanda.

E aí? Viu como um ambiente, sendo um estúdio ou não, pode imprimir a identidade musical? Então, exiba seus hobbies e deixe seus instrumentos e seus objetos ditarem como deve ser o seu espaço.

A coluna "Casa de Novela" é assinada pelo arquiteto e urbanista Guilherme Galvão e pelo engenheiro Douglas Alexandre.

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