Disney alega que contrato de Scarlett Johansson não prevê lançamento exclusivo no cinema

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Mais um capítulo no imbróglio entre Scarlett Johansson e Disney por conta do lançamento híbrido de "Viúva Negra": a empresa entrou com uma ação exigindo que a questão seja resolvida através de uma arbitragem privada — no qual as partes definem uma terceira pessoa ou entidade para solucionar o conflito, sem passar pela Justiça.

A informação foi publicada pela "Variety". Segundo o advogado que representa a Disney, Daniel Petrocelli, o estúdio cumpriu sua obrigação de dar ao filme um lançamento “em larga escala”, mas nada no contrato exigia que ele saísse exclusivamente nos cinemas.

Johansson entrou com um processo — considerado bombástico — no fim de julho, alegando que a decisão de lançar "Viúva Negra" simultaneamente nos cinemas e no streaming Disney+ "canibalizou" a bilheteria, o que teria tirado dela dezenas milhões de dólares, já que ela recebe um percentual da venda de ingressos.

No processo que pede a arbitragem, Petrocelli argumenta que "Viúva Negra" teve, na prática, uma boa performance na bilheteriam considerando a pandemia. Até o momento, o filme já US$ 368 milhões no mundo todo.

A Disney observa ainda que, apesar do contrato não prever isso, concordou em adicionar receitas de streaming à bilheteria total quando fizer o cálculo do percentual de participação da atriz, que se despediu do Universo Cinematográfico Marvel no filme solo da super-heroína.

Segundo a "Variety", o contrato vigente de Johansson com a Disney foi assinado em 2017, dois anos antes do lançamento do Disney+, por isso o lançamento em streaming não é contemplado. Os advogados da atriz têm afirmado que em 2019 a diretoria da Marvel confirmou que o estúdio lançaria "Viúva Negra" como "nossos outros filmes".

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