Disney+ vale a pena? Um guia para conhecer o serviço de streaming

Natália Bridi
·7 minuto de leitura
The Mandalorian, a grande série original do Disney+ (Foto: Divulgação)
The Mandalorian, a grande série original do Disney+ (Foto: Divulgação)

O Disney+ chega ao Brasil para concorrer diretamente com Netflix, Amazon Prime Video, Apple TV +, entre outros. O preço de pré-venda no Brasil até 16 de novembro será de R$ 237,90 para a assinatura anual (equivalente a R$ 19,82 por mês). Após essa data, o assinante poderá escolher entre o valor mensal de R$ 27,90 ou anual de R$ 279,90 (igual a R$23,32 por mês). A assinatura dá direito a 4 telas simultâneas e downloads ilimitados em até 10 dispositivos. Também foi anunciada uma opção em parceria com a Globoplay em que a assinatura anual dos dois serviços pode ser parcelada em 12x de R$ 37,90, saindo por R$ 43,90 no plano mensal.

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Nos EUA, o serviço sai por US$ 6,99 por mês ou US$ 69,99 no plano anual, valor que fica

abaixo da mensalidade básica da Netflix (US$ 12,99). O valor foi pensado para o lançamento e o custo pode aumentar assim que a plataforma estiver completamente estabelecida.

O Disney+ tem como principal atrativo o seu catálogo, que inclui produções da própria Disney, Pixar, Marvel, Star Wars, National Geographic, além de propriedades adquiridas pela compra da Fox, como Os Simpsons e os filmes dos X-Men. Nos EUA, a plataforma também oferece serviços que podem ser adicionados, como o Hulu (dedicado a produções mais adultas) e o esportivo ESPN Plus, mas por enquanto essas opções não estarão disponíveis por aqui.

Na prática, assim que antigos contratos de licenciamento com outros streamings como Netflix e Amazon Prime Video terminarem, o Disney+ será a única casa para as produções com os selos Disney, Pixar, Marvel, Star Wars, National Geographic, além de alguns títulos da Fox. A plataforma, porém, barra filmes e séries com a classificação indicativa mais alta. O que significa que um filme como Deadpool, por exemplo, não deve entrar no catálogo, assim como as séries do canal FX (que nos EUA estão sendo adicionadas ao catálogo do Hulu).

Essas produções devem chegar ao país por um serviço adicional. Recentemente, a The Walt Disney Company anunciou a plataforma Star, que será dedicada ao mercado internacional. Prevista para 2021, o streaming reunirá o catálogo da ABC, Fox Television, FX, Freeform, 20th Century Studios e Searchlight para o mercado fora dos EUA, evitando assim novos acordos de licenciamento com outras plataformas. Ao mesmo tempo, a anunciada parceria de assinatura com o Globoplay pode indicar que a Disney vai usar o serviço para as suas produções adultas.

Produções Originais

O maior destaque das produções originais é 'The Mandalorian', a primeira série live action do universo de Star Wars. Estrelada por Pedro Pascal, foi criada por Jon Favreau ('Mogli', 'O Rei Leão') e tem produção-executiva de Dave Filoni (responsável pelas animações 'Clone Wars' e 'Rebels'). Sucesso de crítica, o seriado foi responsável por lançar a febre do “baby Yoda” e chegará ao Brasil com a primeira temporada completa e novos episódios do segundo ano (que estreiam em 30 de outubro nos EUA e serão exibidos semanalmente até dezembro). A terceira temporada já foi confirmada.

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Ainda dentro do universo de Star Wars, o Disney+ também oferece a temporada final de Clone Wars (criada especialmente para a plataforma) e tem anunciadas duas séries ainda inéditas: uma focada em Cassian Andor, personagem de Diego Luna em 'Rogue One’, e outra sobre Obi-Wan Kenobi, que será estrelada por Ewan McGregor.

O streaming também será a casa das séries do Marvel Studios conectadas aos filmes. Falcão e o Soldado Invernal seria a primeira a chegar na plataforma, mas foi adiada para 2021 pelos atrasos nas filmagens causados pela pandemia do novo coronavírus. Já WandaVision, que vai reunir Feiticeira Escarlate e Visão, deve estrear em dezembro. Também são previstas Loki, focada no Deus da Trapaça; Hawkeye, que vai mostrar Gavião Arqueiro e a novata Kate Bishop; Moon Knight, sobre o Cavaleiro da Lua; Ms. Marvel, focada na heroína teen de origem paquistanesa; e She-Hulk, que acompanhará Jennifer Walters, a prima de Bruce Banner que se transforma na Mulher-Hulk. Também foi anunciada uma série sobre Nick Fury estrelada por Samuel L. Jackson e a animação What If...? , que vai contar histórias alternativas do MCU (como Peggy Carter como Capitã Britânia e T'Challa como Star Lord).

WandaVision será única produção da Marvel em 2020 (Foto: Reprodução)
WandaVision será única produção da Marvel em 2020 (Foto: Reprodução)

O público infantil e adolescente ganha bastante atenção pelas produções originais do Disney+, sendo o destaque 'High School Musical: A Série: O Musical'. Filmada como um documentário, a trama explora a montagem de uma peça baseada em High School Musical na escola em que os filmes originais foram rodados. A primeira temporada estará disponível para o lançamento no Brasil e um especial de Natal é previsto para dezembro de 2020. Ainda no gênero musical, a plataforma também oferece 'Bis! (Encore!)', um reality show apresentado por Kristen Bell que foca no reencontro do elenco de peças musicais encenadas nos tempos de escola.

Outras séries originais disponíveis são 'Diário de Uma Futura Presidente', sobre uma menina de origem cubana que sonha ser presidente dos EUA, e Garfinho Pergunta, série derivada estrelada pelo personagem apresentado em 'Toy Story 4' (que levou o Emmy 2020 de Melhor Série Animada em formato curto). Das franquias da Pixar, também é prevista uma série animada chamada 'Monsters at Work', derivada de Monstros S/A.

Dentro do selo da National Geographic, os destaques ficam por conta de 'O Mundo Segundo Jeff Goldblum', série em que o ator documenta suas experiências pelo mundo, e 'The Right Stuff', série baseada no livro de Tom Wolfe (adaptado ao cinema em 1983 em Os Eleitos) sobre as origens do programa espacial norte-americano.

Cinema em casa

Além das séries originais que fazem conexão com o cinema, o Disney+ tem filmes criados exclusivamente para a plataforma, incluindo o live action de 'A Dama e o Vagabundo'; 'Noelle', filme de natal estrelado por Anna Kendrick e Bill Hader; o longa animado de 'Phineas and Ferb: Candace Against the Universe' e o romance musical 'A Extraordinária Garota Chamada Estrela'. Há também produções especiais como o álbum visual 'Black is King', estrelado, produzido, escrito e dirigido por Beyoncé.

Liu Yifei em ação no live-action de Mulan (reprodução)
Liu Yifei em ação no live-action de Mulan (reprodução)

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o Disney+ assumiu também o lançamento de algumas produções originalmente previstas para os cinemas. Essa leva inclui as fantasias Artemis Fowl e o musical Hamilton, que registra a apresentação do sucesso da Broadway com o elenco original. Mulan foi disponibilizado em setembro nos EUA em um formato de acesso antecipado pelo valor de US$ 29,99 e será liberado para todos os usuários, incluindo os brasileiros, em 4 de dezembro. Soul, novo longa animado da Pixar também vai estrear pela plataforma, chegando em 25 de dezembro.

Futuro do Disney+

Além das séries do Marvel Studios e Star Wars, o Disney+ desenvolve séries baseadas em títulos conhecidos do público como 'A Lenda do Tesouro Perdido', 'True Lies' e 'Percy Jackson', além de filmes como os live actions de 'Lilo & Stitch' e 'A Espada Era a Lei', e remakes de 'Doze é Demais', 'Três Solteirões e Um Bebê', 'O Pai da Noiva' e 'Operação Cupido'. Também são esperadas continuações de ‘Abracadabra' e 'Mudança de Hábito'.

Veredito

Depois de um ano nos EUA, o Disney+ se sobressai principalmente por seu catálogo exclusivo, não tendo ainda uma produção regular de conteúdos originais. Terceiro em número de assinantes (60,5 milhões contra 150 milhões do Amazon Prime Video e 193 milhões da Netflix), o streaming ainda precisa chegar a diversos territórios para ampliar o seu alcance.

No Brasil, a competição com outros serviços de streaming pode ser garantir pelo preço (que na assinatura anual fica na mesma faixa da assinatura básica de R$ 21,90 da Netflix) e também pelas opções de pagamento, já que muitos brasileiros não tem cartão de crédito e optam por débito em conta ou cartões pré-pagos (formato disponível pela Netflix, mas não pelo Amazon Prime Video, por exemplo). Para o lançamento no Brasil, o Disney+ oferece as opções de pagamento em crédito, débito ou PayPal.

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