Dispensa do uso de máscaras em locais fechados no Rio não deve acontecer no próximo dia 15, como previu Paes; saiba por quê

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RIO — A previsão do prefeito do Rio, Eduardo Paes, de que o uso de máscaras passaria a ser facultativo na maioria dos locais fechados da cidade a partir da próxima segunda-feira, dia 15 de novembro, não deve se concretizar. Isso porque o município pode não alcançar até lá a meta de cobertura vacinal estabelecida pela própria prefeitura para a implementação da mudança. Além disso, mesmo que a cidade atinja a meta, os cariocas ainda terão de usar o item em ambientes fechados enquanto a Secretaria de Estado de Saúde (SES) não reavaliar o protocolo por meio de nota técnica, conforme determina a legislação estadual. A pasta, porém, só deve se reunir para debater o tema no dia 19 de novembro.

No mês passado, Paes antecipou que a população do Rio poderia deixar de usar máscara em todos os locais fechados, exceto transportes coletivos e unidades hospitalares, a partir de 15 deste mês. Era a data em que, segundo as projeções do prefeito, a cidade alcançaria a marca de 75% da população total com esquema vacinal completo — condição estipulada pelo Comitê Científico de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC) para a nova flexibilização do uso do item, que deixou de ser obrigatório em locais abertos na cidade no último dia 28.

A cobertura da população total com o esquema completo está em 69,7%, de acordo com o painel de vacinação da prefeitura. Secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz espera que a meta seja atingida num prazo de uma a duas semanas, como disse ao GLOBO nesta segunda-feira.

— Vai depender da adesão do carioca à vacina — afirma. — Se todos os que estiverem agendados para tomar a segunda dose esta semana realmente tomarem, chegamos a 75% ainda nesta semana. Se não tomarem, só na outra (semana).

Soranz diz, contudo, que a queda da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados, como cinemas, shoppings e academias, depende da regulamentação estadual.

— A liberação vai ficar dependendo do estado, enquanto eles veem o nível de classificação de risco em outros municípios da região — disse. — Na nossa legislação, a gente não fala em liberar a população de usar as máscaras nesses locais. A gente só fala em não mais proibir a ausência da máscara.

Segundo lei estadual aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e sancionada pelo governo no último dia 27, as circunstâncias da obrigatoriedade da proteção facial no estado devem ser definidas pela SES por meio de resolução.

No entanto, de acordo com o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, a SES só deve discutir a proposta de flexibilização levantada pela Prefeitura do Rio no dia 19 de novembro, em reunião com o Grupo Técnico de Assessoramento a Eventos de Saúde Pública, junta de especialistas que assessora a pasta.

Além disso, o entendimento da SES sobre o assunto deve ser mais conservador do que o da Prefeitura do Rio. Indagado se já é hora de o estado desobrigar o uso de máscara na maior parte dos locais fechados, Chieppe indica que não.

— Acho que ainda leva mais tempo — disse o secretário ao GLOBO nesta segunda-feira, sem dar previsão detalhada.

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