Dispensa do uso de máscaras em locais fechados no Rio não deve acontecer no próximo dia 15, como previu Paes; saiba por quê

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·4 min de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

A previsão do prefeito do Rio, Eduardo Paes, de que o uso de máscaras passaria a ser facultativo na maioria dos locais fechados da cidade a partir da próxima segunda-feira, dia 15 de novembro, não deve se concretizar. Isso porque o município pode não alcançar até lá a meta de cobertura vacinal estabelecida pela própria prefeitura para a implementação da mudança. Além disso, mesmo que a cidade atinja a meta, os cariocas ainda terão de usar o item em ambientes fechados enquanto a Secretaria de Estado de Saúde (SES) não reavaliar o protocolo por meio de nota técnica, conforme determina a legislação estadual. A pasta, porém, só deve se reunir para debater o tema no dia 19 de novembro.

No mês passado, Paes antecipou que a população do Rio poderia deixar de usar máscara em todos os locais fechados, exceto transportes coletivos e unidades hospitalares, a partir de 15 deste mês. Era a data em que, segundo as projeções do prefeito, a cidade alcançaria a marca de 75% da população total com esquema vacinal completo — condição estipulada pelo Comitê Científico de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC) para a nova flexibilização do uso do item, que deixou de ser obrigatório em locais abertos na cidade no último dia 28.

A cobertura da população total com o esquema completo está em 69,7%, de acordo com o painel de vacinação da prefeitura. Secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz espera que a meta seja atingida num prazo de uma a duas semanas, como disse ao GLOBO nesta segunda-feira.

— Vai depender da adesão do carioca à vacina — afirma. — Se todos os que estiverem agendados para tomar a segunda dose esta semana realmente tomarem, chegamos a 75% ainda nesta semana. Se não tomarem, só na outra (semana).

Soranz diz, contudo, que a queda da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados, como cinemas, shoppings e academias, depende da regulamentação estadual.

— A liberação vai ficar dependendo do estado, enquanto eles veem o nível de classificação de risco em outros municípios da região — disse. — Na nossa legislação, a gente não fala em liberar a população de usar as máscaras nesses locais. A gente só fala em não mais proibir a ausência da máscara.

Segundo lei estadual aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e sancionada pelo governo no último dia 27, as circunstâncias da obrigatoriedade da proteção facial no estado devem ser definidas pela SES por meio de resolução.

No entanto, de acordo com o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, a SES só deve discutir a proposta de flexibilização levantada pela Prefeitura do Rio no dia 19 de novembro, em reunião com o Grupo Técnico de Assessoramento a Eventos de Saúde Pública, junta de especialistas que assessora a pasta.

Além disso, o entendimento da SES sobre o assunto deve ser mais conservador do que o da Prefeitura do Rio. Indagado se já é hora de o estado desobrigar o uso de máscara na maior parte dos locais fechados, Chieppe indica que não.

— Acho que ainda leva mais tempo — disse o secretário ao GLOBO nesta segunda-feira, sem dar previsão detalhada.

Atualmente, a cidade do Rio tem 79 internados por Covid-19, o menor número desde março de 2020, quando a pandemia começou. Eles correspondem a 1,2% das hospitalizações no município, de acordo com o painel de monitoramento da prefeitura.

A queda se reflete no número de óbitos notificados, cuja média móvel chegou neste domingo ao patamar de seis registros diários. Já a média móvel de novos casos registrados está em 170 notificações por dia. São os menores índices para ambos os indicadores desde abril de 2020.

Devido à redução nos indicadores da pandemia, o Rio é hoje uma das cidades do estado classificadas pela SES como em risco muito baixo para a Covid-19. De acordo com a última edição da nota técnica do mapa de risco estadual, divulgado na sexta-feira, Seropédica, Belford Roxo e Magé também estão nesse grupo, identificado com a cor verde no sistema de bandeiramento da secretaria. Todos os demais municípios estão com bandeira amarela (nível baixo).

No estado, a média móvel de mortes chegou neste domingo ao patamar de 21 notificações por dia, o menor número desde abril de 2020. Na 44ª semana epidemiológica, que foi de 31 de outubro a 6 de novembro, o Estado do Rio notificou 5302 casos, o menor total desde a 20ª semana epidemiológica de 2020, que foi de 10 a 16 de maio daquele ano, quando foram registrados 4672 casos.

O número de internações reforça a tendência de queda. Também na 44ª semana epidemiológica, o estado registrou novas 42 hospitalizações por Covid-19, o menor número semanal desde a semana epidemiológica 11 de 2020, que foi de 8 a 14 de março daquele ano. Foram 23 notificações naquele período, que inclui a data quando a pandemia foi declarada pela Organização Mundial da Saúde, 11 de março de 2020.

Na quarta passada, o Estado do Rio teve o menor número de solicitações por um leito de Covid-19 desde 25 de março de 2020. Foram 29 notificações na primeira data de referência, contra 13 na mais recente.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos