Disputa na Fiesp: Josué Gomes recebe apoio de Luciano Hulk, Antônio Fagundes, Preto Zezé e Kondizilla

Depois de ter sido destituído à revelia da presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em uma assembleia realizada na última semana, o empresário Josué Gomes recebeu neste sábado uma carta de apoio de membros do conselho superior de economia criativa da entidade, incluindo o apresentador Luciano Huck; o ator Antonio Fagundes; o produtor musical KondiZilla; o presidente da Central Única das Favelas (Cufa) Preto Zezé; o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, entre outros.

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Na última sexta-feira, Josué havia encaminhado notificação judicial ao vice-presidente Elias Miguel Haddad, tornando sem efeito qualquer deliberação tomada em sua ausência. No documento, classificava o ato como "atitude isolada, desproporcional e irresponsável", que feria o estatuto.

A carta do Conselho Superior de Economia Criativa, também assinada pelo ex-secretário de Cultura da cidade de São Paulo Alê Yousseff e pela presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) Elizabeth Machado, endossa o posicionamento, argumentando que "defender a democracia e resgatar a importância política da FIESP no debate público deveriam ser motivo de honra e aplauso de todos os membros da entidade".

Além disso, 54 pessoas que integraram o Conselho Superior Jurídico da Fiesp em 2022 enviaram manifestação favorável a Josué Gomes. Para eles, as tentativas de deposição do executivo da presidência da Fiesp são baseadas em "alegações fúteis que parecem ocultar propósitos de mera disputa de poder, em violação de mandato estatutário".

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Relembre o caso

Gomes foi destituído da presidência da Fiesp na última segunda-feira. Na primeira assembleia, ele respondeu a questionamentos apresentados por dirigentes de sindicatos filiados à entidade. As respostas foram rejeitadas por maioria dos votos. Assim que Gomes deixou a sede da Fiesp foi aberta uma segunda assembleia, com quórum menor, onde foi votada a destituição do presidente.

O advogado do empresário, Miguel Reale Junior, afirma que os questionamentos são insuficientes para a destituição, que deveria ter sido decidida numa assembleia marcada com esse fim e ser precedida de acusação formal. Na avaliação dele, a destituição foi um golpe engendrado por sindicatos que discordaram do manifesto pela democracia feito por Gomes em agosto do ano passado, antes da eleição.

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O ex-presidente da Fiesp, Paulo Skaf, é bolsonarista. Após a divulgação do manifesto, o então presidente Jair Bolsonaro afirmou que o documento era um apoio ao então candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, já que Josué Gomes é filho de José Alencar, que foi vice-presidente de Lula em mandatos anteriores.

Depois de Elias Haddad ter informado por e-mail que estaria assumindo a presidência da Fiesp, Gomes enviou uma notificação extrajudicial a diretores, funcionários e colaboradores da entidade, que considera o ato ilegal. Assim, na prática, a Fiesp tem agora dois presidentes declarados.