Disputa para suceder Boris Johnson agora tem um homem e duas mulheres

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A secretária de Estado do Comércio Exterior, Penny Mordaunt, e a ministra de Relações Exteriores, Liz Truss, disputam agora um lugar no segundo turno para enfrentar Rishi Sunak nas eleições para ser o líder do Partido Conservador e o próximo primeiro-ministro do Reino Unido.

Na última votação dos parlamentares conservadores britânicos nesta terça-feira, o ex-chefe do Tesouro ganhou 118 votos, aproximando-se do limiar chave de 120 necessários para garantir um lugar entre os dois finalistas. Mordaunt teve 92 votos e Truss, 86.

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A ex-ministra da Igualdade Kemi Badenoch foi eliminada, e a redistribuição de seus 59 votos será fundamental para determinar como os próximos eventos se desenrolarão.

Os 358 parlamentares conservadores votarão pela última vez amanhã, com o objetivo de reduzir a concorrência a dois nomes. Ao longo do verão britânico (inverno no Brasil), os cerca de 180 mil filiados do partido irão então decidir sua próxima liderança. O vencedor será anunciado em 5 de setembro.

Embora Truss possa ficar desapontada por ficar atrás de Mordaunt durante o quarto turno de votação, após ter desempenhos medíocres em debates televisionados na semana passada, ela pode se animar por ter ganhado 15 novos votos contra 10 de sua rival na contagem mais recente.

O resultado provavelmente dependerá de como os apoiadores da eliminada Badenoch reagem: Truss é sem dúvida uma opção mais natural para eles, dando a ela uma chance real de ultrapassar Mordaunt na votação final. Mas muitos fatores estão em jogo

O resultado de terça-feira surpreendeu, dado que esperava-se que a maioria dos apoiadores de Tom Tugendhat — considerado o candidato mais centrista, que foi eliminado na segunda-feira — mudaria seu voto para apoiar Sunak. Na verdade, o apoio ao ex-chefe do Tesouro aumentou em apenas três votos.

Em vez disso, foram Mordaunt e Truss quem mais se beneficiaram. Isso pode ser uma decepção para Sunak, mas também faz pensar se houve alguma votação tática.

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Apesar de manter uma liderança dominante, o verdadeiro desafio de Sunak ainda pode estar à frente. Pouco antes do resultado desta terça-feira, uma nova pesquisa publicada pelo YouGov mostrou que ele perderia tanto para Mordaunt quanto para Truss na votação final entre os membros da base.

Se ele conseguir passar pelo último corte como esperado, terá seis semanas de campanha pelo país para convencer os conservadores e reverter essa situação.

A disputa tem sido hostil, provocando advertências dos conservadores de que os ataques estão prejudicando a posição do partido com o eleitorado mais amplo.

Tanto Sunak quanto Mordaunt foram alvos especialmente visados. Apesar de estar no Gabinete com Sunak, Truss o acusou de sufocar o crescimento.

Mordaunt chegou a enfrentar críticas de sua chefe, a ministra de Comércio Anne-Marie Trevelyan, que acusou a secretária de Estado de gastar parte de seu tempo nos últimos meses preparando sua campanha de liderança e de estar ausente quando necessário para fazer trabalhos do ministério.

A secretária de Estado do Comércio do agora enfrenta uma verdadeira batalha para manter o segundo lugar.

Muitos observadores de Westminster esperavam uma decisão final entre Sunak e Truss, e a ministra das Relações Exteriores não escondeu ao longo dos anos sua ambição de ocupar o cargo mais alto da política britânica.

A ascensão de Mordaunt, no entanto, surpreendeu.

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As esperanças das duas agora dependerão das próximas 24 horas, a serem gastas em cortejar os apoiadores da deposta Badenoch. Os defensores de Truss e de Mordaunt foram rápidos em elogiá-la após a votação.

Enquanto isso, a surpreendente popularidade de Badenoch, que faz parte da direita do partido, impulsionada pelo apoio do líder conservador Michael Gove, quase certamente garantiu a ela um cargo sênior no governo, independentemente de quem for o próximo primeiro-ministro.

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