Disputando reeleição por liminar, Crivella sofreu 9 pedidos de impeachment no mandato

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Tomaz Silva/Agência Brasil
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Por Taís Seibt

Com candidatura à reeleição deferida pela Justiça Eleitoral graças a uma decisão liminar, o atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (REP), sofreu nove pedidos de impeachment ao longo do mandato, conforme informou a Câmara Municipal do Rio à agência Fiquem Sabendo via Lei de Acesso à Informação (LAI).

No documento, o Legislativo carioca informa que esses são os únicos registros de denúncias por infração político-administrativa contra prefeitos que tramitaram na Casa desde 2012. Quatro representações foram feitas em 2020, duas em 2019 e outras três em 2018. Somente duas denúncias foram arquivadas sem apreciação por não atenderem aos requisitos legais para o processo, as outras sete foram rejeitadas em Plenário.

O servidor da Fazenda Municipal do Rio Fernando Lyra Reis é autor de dois processos, assim como o vereador Átila Nunes (DEM). Os deputados estaduais Marcelo Freixo e Renata da Silva Souza, ambos do PSOL, são autores de uma denúncia cada. Isabel Silva Prado Lessa, que também é ligada ao PSOL, o advogado Pablo Filipe Morais Soares de Andrade, e José Rogério Bussinger Namen, que concorreu a deputado estadual em 2018 pelo Avante, completam a lista de autores. A íntegra das denúncias contra o atual prefeito do Rio pode ser consultada na seção de atividades parlamentares do site da Câmara.

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Crivella quase ficou fora da disputa por um novo mandato em 2020 após ser condenado por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), em setembro, por abuso de poder político e conduta vedada a agente público. Em 2018, ele participou de comício em campanha para o filho ao cargo de deputado estadual e veículos da Comlurb teriam sido usados para transportar funcionários da empresa municipal para o evento. Em recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Crivella obteve decisão liminar favorável, no sentido de não torná-lo inelegível antes que o mérito da ação seja analisado pela Corte, o que ainda não tem data prevista para ocorrer.

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