Disseminação da variante Delta do coronavírus faz plano de flexibilização das medidas restritivas ser adiado no Rio

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O plano de flexibilização gradativa das restrições de combate à Covid-19 na cidade do Rio, cuja primeira fase estava marcada para começar na próxima quinta-feira, dia 2, foi adiado por tempo indeterminado. Agora, o projeto sofrerá ajustes. A Secretaria municipal de Saúde confirmou ao EXTRA que acatará as alterações recomendadas pelo comitê científico do município. Isso significa que a etapa inicial do cronograma, originalmente planejada para quando ao menos 45% da população adulta carioca estivessem com o esquema vacinal completo, só vai acontecer quando essa proporção atingir 50%.

Desde que o plano inicial foi apresentado pela prefeitura, a cidade passou a ser o “epicentro” da variante Delta no Brasil e agora vê um aumento no número de internações e mortes por Covid-19 de idosos já imunizados. A cepa, considerada a mais transmissível do coronavírus, já é dominante no estado

— Vamos acatar o novo calendário elaborado pelo comitê. Além disso, o cenário epidemiológico ainda é muito incerto — disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

Segundo o vacinômetro municipal, o Rio tem hoje 45,8% de sua população adulta completamente imunizados. De acordo com o plano de reabertura anunciado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) no dia 2 de julho, intitulado “Rio de Novo”, o número bastaria para respaldar o início da primeira etapa das flexibilizações, que prevê a reabertura dos estádios (com uso obrigatório de máscara) e a liberação de eventos em ambientes abertos, com lotação limitada a 50% da capacidade, exclusivamente para pessoas com esquema vacinal completo. As mudanças dependeriam, de acordo com a apresentação do prefeito, de o cenário epidemiológico do município estar favorável.

Outra diferença entre o cronograma sugerido pelo comitê científico e o que havia sido anunciado pela prefeitura no mês passado é quanto à autorização de funcionamento de boates, casas de show e demais eventos em ambiente fechado, que no plano do município aconteceria já na primeira fase das flexibilizações, mas agora só ocorrerá na segunda. Além disso, o calendário divulgado por Eduardo Paes previa a liberação de 100% do público nesses ambientes na terceira e última fase da reabertura, que seria em novembro, mas a medida sequer consta, por enquanto, das recomendações dos especialistas.

Em alguns pontos, no entanto, a convergência entre os dois cronogramas é maior. Ambos defendem, por exemplo, que estádios de futebol possam reabrir com 50% da capacidade, para público com esquema vacinal completo, já na primeira etapa da flexibilização. Do mesmo modo, os dois planos concordam que, em um terceiro e último momento, só será preciso manter o uso de máscara obrigatório em ambientes hospitalares e transportes públicos. O calendário sugerido pelos especialistas, assim como o da prefeitura, impõe ainda a necessidade de patamares mínimos de vacinação também para as fases posteriores — 65% da população completamente imunizados para a segunda etapa, e 75% para a terceira.

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