Distribuição britânica de vacina será mais lenta e só crescerá em maio

Guy Faulconbridge e Kate Holton
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Centro de vacinação contra Covid-19 na Abadia de Westminster em Londres

Por Guy Faulconbridge e Kate Holton

LONDRES (Reuters) - O Reino Unido anunciou nesta quinta-feira que problemas de suprimento globais tornarão sua distribuição de vacinas mais lenta do que o esperado nas próximas semanas, mas que acredita que as remessas voltarão a crescer em maio, junho e julho.

Na quarta-feira, autoridades de saúde britânicas alertaram que a distribuição de vacinas mais rápida de uma grande economia enfrentará uma redução de suprimentos considerável a partir de 29 de março.

A Pfizer e a AstraZeneca disseram que seus cronogramas de entrega não foram afetados, e o secretário da Habitação, Robert Jenrick, se recusou a dizer se a questão se deve a um problema de suprimentos da Índia.

"Temos menos suprimentos do que esperaríamos para as próximas semanas, mas acreditamos que ele voltará a crescer mais tarde", disse Jenrick à rede BBC.

"A distribuição de vacinas será um pouco mais lenta do que esperaríamos, mas não mais lenta do que a meta", disse. "Temos todos os motivos para acreditar que o suprimento aumentará nos meses de maio, junho e julho."

O Reino Unido está a caminho de ter dado uma primeira dose de vacina a metade de todos os adultos nos próximos dias, o que o torna um dos países mais rápidos na distribuição de vacinas.

Até agora, 25,27 milhões de pessoas do Reino Unido foram vacinadas, cerca de 48% dos adultos, e Jenrick disse que o país continua a caminho de ter vacinado grupos prioritários até 15 de abril e todos os adultos até o final de julho.

"Sempre dissemos, desde o começo, que um novo processo de fabricação teria seus altos e baixos, foi este o caso no passado e tenho certeza de que será no futuro", disse ele à rede Sky.

"Estamos encomendando vacinas de todo o mundo e estamos tendo alguns problemas ocasionais, o que levou a isto, esta questão com parte do suprimento nas próximas semanas", disse.

Indagado se a questão são suprimentos da Índia, ele não quis debater contratos específicos.

O Reino Unido está distribuindo vacinas feitas pela Pfizer e pela AstraZeneca, e 10 milhões das 100 milhões encomendadas da AstraZeneca vêm do Instituto Serum da Índia.

A AstraZeneca disse que sua cadeia de suprimento doméstica, que produz a maior parte de seu suprimento para o Reino Unido, não foi afetada.

(Por Guy Faulconbridge, Kate Holton e Alistair Smout)