Distritão favorece candidatos da milícia e do tráfico, diz presidente da comissão da PEC da reforma eleitoral

·1 min de leitura
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 28.10.2019 - Luís Tibé (deputado federal). (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 28.10.2019 - Luís Tibé (deputado federal). (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

TÓQUIO, JAPÃO (FOLHAPRESS) - O deputado Luis Tibé (Avante-MG), presidente da comissão especial que debate PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reforma eleitoral, é contra a adoção do chamado distritão.

A adesão ao sistema está no texto apresentado pela deputada Renata Abreu (Podemos-SP), relatora da PEC, e seria uma forma transição para o modelo distrital misto.

Para o presidente da comissão, a substituição do sistema proporcional pelo distritão facilita o surgimento de candidatos apoiados por milícias, pelo tráfico e aqueles com maior poder financeiro.

Ainda segundo o parlamentar, após a eleição, o efeito colateral é uma maior dificuldade na interlocução do Executivo com o Legislativo, uma vez que o modelo enfraquece os partidos e individualiza as tratativas entre os poderes.

Tibé também é presidente nacional do Avante.

O parlamentar disse à reportagem que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pediu uma proposta de reforma para ser votada no Plenário logo após o recesso do Congresso.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos