Diva em ensaio exclusivo, Fátima Bernardes conta que começou a fazer aulas de canto quando soube que apresentaria o ‘The voice’

Assim que deixou o “Encontro” — programa que apresentou nas manhãs da TV Globo por uma década —, no dia 1º de julho deste ano, e já sabendo que começaria a gravar o “The voice Brasil” dois meses depois, Fátima Bernardes passou a fazer aulas de canto. Não que esse fosse um requisito para entrar no time do reality que avalia grandes vozes da música. Muito menos significa que ela vá se arriscar a interpretar hits no novo palco. Fátima explica que quis se familiarizar com termos específicos desse universo com que sempre lidou apenas como uma ouvinte apaixonada — por MPB, samba e forró, principalmente.

— Muitas vezes, eu nem canto nas aulas. Temos só uma conversa, eu e Carol Saboya (a professora). Tiro dúvidas sobre expressões que ouço, mostro a ela apresentações de programas antigos para entender as avaliações dos técnicos... Internamente, já me sinto mais preparada. Calma lá, ninguém vai me ver cantando na TV. Essa, definitivamente, não é a minha praia — avisa, bem-humorada, a carioca, que deu início às gravações em 18 de setembro, um dia após completar seus 60 anos: — Foi muito emocionante, um presentão! Recebi até “Parabéns” em plaquinhas levantadas pela plateia. Havia ali muitos rostos conhecidos da época do “Encontro”, gente que me acompanha e torce por mim, o que me deixa muito feliz.

Às vésperas de sua estreia à frente do “The voice Brasil”, no próximo dia 15, Fátima posou para as fotos que ilustram esta reportagem num clima “show woman”, anunciando a nova fase de sua carreira, agora totalmente voltada para o entretenimento, sem resquícios do jornalismo que a consolidou na bancada do “Jornal Nacional” por anos e dividiu espaço com temáticas e atrações mais leves no “Encontro”. Em entrevista exclusiva à Canal Extra, a apresentadora falou sobre as primeiras emoções experimentadas em sua nova empreitada profissional, as mudanças no visual e na rotina, autoconfiança, vaidade, maternidade, namoro, fama, ser influência, inspirações, Copa do Mundo, aposentadoria e, claro, música. Confira a seguir os melhores trechos da conversa.

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Férias

“Do último ‘Encontro’ até o início das gravações do ‘The voice’, em meados de setembro, não foi um período de total descanso, porque havia compromissos por fora a cumprir, outros contratos. Eu não consegui, por exemplo, retomar as aulas de dança, como imaginei que faria. Mas passei a acordar com mais calma, um pouco mais tarde. Quinta-feira à noite, eu estava na casa de uns amigos e me lembrei de que não poderia fazer isso antes... Nem fui embora de lá tão tarde, mas não ter o compromisso de na manhã seguinte estar com a cara boa, sem olheiras, é ótimo!”.

Nova rotina

“Antes, eu acordava às 6h45. Agora, levanto em torno das 8h. Faz muita diferença, porque neste horário eu já tinha que estar com o raciocínio ativo. Programa ao vivo exige isso. Hoje em dia, eu posso ir aquecendo lentamente. Ler jornais e sites, responder mensagens... É outra dinâmica, a que eu queria. Chego às 11h30 na Globo para me aprontar, ter reunião e começar a gravar às 13h, 13h30. Os dias de gravação mudam a cada semana, dependem da disponibilidade do estúdio. Podem cair em feriados ou domingos, inclusive”.

Aulas de canto

“Foi uma dica de um diretor amigo meu. E estou adorando! Porque é prazeroso e porque sempre gostei de me preparar para os novos desafios. Lá eu aprendo, aqueço a voz, brinco, relaxo. É muito interessante, porque já gravamos as fases Audições às Cegas e Tira-Teima. E eu olhava os técnicos analisando as apresentações e pensava: ‘Que legal, já conversei sobre isso nas aulas’. Termos como ‘voz de cabeça’, ‘melisma’, ‘som rasgado’... Eu não preciso usar esse vocabulário no ar, mas estou compreendendo quando os técnicos mencionam. É legal entender a importância da respiração, do diafragma, de por que a voz não sai igual quando você dorme mal ou bebe álcool. Essas aulas estão me fazendo muito bem. É um tempo em que eu não penso em nada mais”.

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Primeira vez no palco do ‘The voice’

“Estar ao lado dos candidatos, vendo cada um entregando o seu máximo, é muito comovente. A demanda emocional é muito maior do que eu poderia supor. Assistindo de casa, eu sempre me sentia tocada, comentava e tal. Mas, estando ali, é impressionante como a gente torce por todos ao vê-los crescer na hora do ‘vamos ver’. O mais legal pra mim foi ter contato com as histórias de vida dessas pessoas, entrevistá-las nos bastidores e assim que elas saem do palco, no calor da emoção de serem aprovadas. Estou ali para guiar o ritmo do programa e dar colo àqueles que não permanecem, promovendo uma despedida afetuosa. Também senti a emoção de olhar os técnicos de frente. Todos eles já se sentaram no sofá do ‘Encontro’ comigo, mas agora não são mais meus convidados, e sim colegas de programa. Não fiquei tensa, mas deu aquele arrepio bom, de ansiedade. Foi tudo tranquilo, a não ser pelos degraus para descer e subir do palco umas 70 e poucas vezes (risos)”.

Playlist inspiradora

“Montei uma playlist com as 60 músicas que foram cantadas nas Audições às Cegas. Não as versões dos candidatos, mas as originais. E fiquei ouvindo antes dos programas. Aí eu comparava, percebia onde a pessoa criou mais. A maioria é de canções muito conhecidas, mas tem algumas que nem tanto. Agora eu quero acrescentar as músicas do período do Tira-Teima. Vou fazer um listão com tudo o que rolou ali. Fico ouvindo enquanto estudo o roteiro. Dá para entender por que aquela pessoa escolheu aquela música”.

Puro entretenimento

“A mudança de visual não é porque estou tendo maior liberdade, e sim porque o programa agora é noturno. Cabem mais vestidos de paetês, longos, recortes, croppeds. Para uma atração que é um grande show, eu queria vestir algo que impactasse. O cabelo liso e molhado eu já tinha usado, inclusive. Não virei um personagem, só estou me produzindo de acordo. É claro que quando fiz a transição do ‘Jornal Nacional’ para o ‘Encontro’, houve um cuidado maior. As pessoas foram se acostumando a me ver diferente na TV. Agora, não. Já me viram de tudo quanto é jeito. Posso usar o que eu quiser, desde que seja algo com que eu me sinta bem e que ache que combina comigo”.

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Sexagenária

“Não sou muito ligada a idade porque realmente não a vejo como algo que me defina. Fico impressionada quando leio: ‘Fátima, 60, vai estrear no ‘The voice’’. O que esse 60 aí diz? Se fosse: ‘Joaninha, 15, se forma em Harvard’, ok, acho legal. Ou então: ‘Dona Maria, 80, aprende a andar de bicicleta’, está no contexto, é uma informação a agregar. Mas, em geral, a idade é ressaltada por nada. E sempre em relação às mulheres. As pessoas dão muito valor a números. ‘Ah, agora os 60 são os novos 50’. Não são nada! 60 são 60, 50 são 50, 40 são 40. E, num país como o nosso, as pessoas são muito diferentes em cada idade, de acordo com as oportunidades e as possibilidades que lhe são dadas”.

Autoconfiança

“Quanto mais o tempo passa, é natural que a gente se sinta mais autoconfiante profissionalmente. Porque aprendeu mais e porque tem a noção de que ainda tem muito a aprender. Mas, pessoalmente, como mulher, eu nunca fui pouco nem excessivamente confiante. Desde criança, eu tinha objetivos, metas. Não sei se sou uma líder nata, mas gosto de compartilhar e de aprender coisas. É muito mais sobre a troca do que sobre mim somente. Quantas vezes eu ouço coisas que me tornam mais forte... É isso que tento fazer também: compartilhar o que sei para que todos se sintam melhores. Ainda existe uma carga, uma pressão muito grande sobre as mulheres com relação à aparência. Ao mesmo tempo que eu gosto dos elogios, não quero que isso seja o fator principal. Porque nem todo mundo precisa estar desse ou daquele jeito. Senão, você deixa de ser uma companhia para se tornar um modelo inatingível. O estar bem não está só vinculado ao que as pessoas imaginam que é ‘estar em forma’. Tem muito mais a ver com conhecer quem você é e buscar o que te faz melhor. Eu gosto da ideia de compartilhar possibilidades, de mostrar que cada um pode e deve ser feliz do seu jeito. Quando ouço histórias de pessoas que se inspiram nas minhas transformações, fico muito feliz”.

Vaidade

“Eu uso botox, mas é pouquinho. Já venceu, inclusive, está na hora de renovar (risos). E colágeno. Não faço preenchimento, nada que eu entre no consultório de um jeito e saia de outro. Vou à dermatologista de seis em seis meses. Às vezes, em intervalos menores, se for preciso. E sempre me interessei por cuidados com a pele. Desde garota, por mais tarde que eu voltasse pra casa de algum evento, nunca dormia maquiada. Uso filtro solar todos os dias. Eu me cuidaria mesmo se não trabalhasse em televisão, porque gosto de estar o melhor possível, sem me comparar a ninguém. É prazeroso, não uma obrigação. Unhas, por exemplo, não posso aparecer com elas descascadas. Mas não fico com elas assim nunca, mesmo fora do ar. Só evito maquiagem quando não estou trabalhando. O fotógrafo (o namorado, Túlio Gadêlha) é bom, uma boa luz faz milagres (sobre os elogios às fotos de biquíni no Instagram). O que importa é que estou feliz, saudável, não sinto dores, meu braço voltou a se movimentar bem. Só preciso me reorganizar para fazer exercícios físicos com mais frequência, tenho mais faltado do que ido”.

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Trigêmeos com 25 anos

“Vinícius fica no Brasil só até dezembro. Passou dois anos em Paris, estudando, e voltou para finalizar a faculdade de Engenharia da Computação. A empresa em que ele estagiou lá fez uma proposta de trabalho, então no dia 3 de janeiro ele vai morar de vez na França. Laura foi fazer um mestrado em Gestão de Pessoas e Empresas Internacionais, vai ficar dois anos e três meses em Grenoble, também na França. Volta para passar Natal e Ano Novo comigo. E Beatriz ainda não falou de ir morar fora. Ela pode ir, desde que seja pra França ou um país bem pertinho, pra facilitar a minha vida (risos). Ela é designer na Play9, tem um monte de seguidores (593 mil), é descolada. Andou dizendo por aí em virar cantora de pagode... Em casa, nunca falou isso muito seriamente, não. Acho que ela mais tira onda. Mas, se quiser, vai ter todo o meu apoio. Aos 25 anos, você tem que abrir várias frentes, experimentar. É engraçado, porque Bia sempre foi a minha filha mais tímida, pelo que eu percebia. E ela faz aula de canto. É tão bacana vê-la mais solta, à vontade... Depois da matéria do EXTRA com ela, começaram a mandar mensagem pra Beatriz gravar música e cantar em banda. Ainda é tudo muito novo. Na família, ela é a mais afinada. William (Bonner, o pai) canta bem, deve ter puxado o dom dali. Agora, o gosto por pagode veio da mãe. Eu adoro samba, carnaval”.

Maternidade

“Mesmo que eu quisesse, depois da cirurgia do câncer (de útero, em dezembro de 2020) não daria mais pra gerar filhos. De toda forma, vivo um outro momento. Poderia ser mãe do coração, mas não é o caso. Nunca tive essa conversa com Túlio, ele nunca manifestou a vontade de ser pai. A gente nunca diz nunca, mas hoje eu digo que não quero mais. Fui uma mãe extremamente preocupada, dedicada. Agora, sinto um alívio em ver os três tocando suas vidas, já adultos. Tenho orgulho de perceber que criei três pessoas do bem. Essa é a nossa maior missão como mãe. Não tem regra nem garantia, mas deu tudo certo com os três. Então, acho que mereço folga nessa fase da vida (risos)”.

Namoro

“Antes, eu e Túlio nos encontrávamos de 15 em 15 dias, por circunstâncias da minha rotina de trabalho, no Rio, e da dele, entre Recife e Brasília. Agora, eu vou pra lá e passo uma semana com ele, consigo ficar mais tempo junto. A campanha política foi muito puxada. Nossa! Esse homem rodou Pernambuco de ponta a ponta. Mas a gente conseguiu tirar uns dias logo depois da eleição, eu votei e voei pra lá (Túlio se reelegeu deputado federal de Pernambuco pelo partido Rede Sustentabilidade). No dia 2 de novembro (última quarta-feira, após Fátima dar esta entrevista), completamos cinco anos de namoro, e eu vou estar gravando, apesar de ser feriado. Não sei se vai dar pra gente se ver”.

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Ser jornalista x Virar notícia

“Hoje em dia, com a internet, as pessoas viralizam e ficam conhecidas rapidamente. No jornalismo, antigamente, essa coisa acontecia devagar. Você começava a aparecer na TV com as reportagens, e até as pessoas fixarem sua imagem e pedirem um autógrafo, uma foto, demorava. Tive muito clara a compreensão de que eu era vista como artista, mas sabia que não era. Quando eu fui pro ‘Encontro’, já tinha uma postura muito mais opinativa, exemplificando com histórias particulares minhas. Ao mesmo tempo, toda a minha trajetória foi recheada de peculiaridades que despertavam o interesse do público. O fato de eu ter me casado com a pessoa com quem eu trabalhei; aí quando tentei engravidar, vieram trigêmeos; a separação gerou comoção; o meu novo relacionamento e o do William foram comentados... Tudo foi gerando muito interesse para além da minha vida profissional. Mas eu não vivi conflitos, não. É claro que tem dias em que falo: ‘Ah, que bom seria se ninguém me conhecesse hoje’. Acontece, mas passa. Porque tenho muito claro que o meu trabalho é esse e eu tenho que arcar com o bônus e o ônus dele. Sou bem tranquila em público: caminho na praia, vou ao mercado, compro as minhas próprias roupas no shopping...”.

Do ‘JN’ ao ‘The voice’

“A Fátima é a mesma, mas a postura profissional mudou muito. Eu mantinha um distanciamento na bancada do telejornal. Willian brincava: ‘Se a reportagem for muito triste, pede pra Fátima ler a próxima, porque eu vou estar chorando, e ela, firme’. Fazer o ‘Encontro’, durante dez anos, me permitiu ir liberando essa postura mais distante para adotar mais proximidade. Deixei mais solto o meu lado emotivo, que costumava aparecer quando eu fazia reportagens de rua, eu me envolvia. Em estúdio, cria-se um distanciamento do fato. Não é uma frieza. Porque me falavam: ‘Notícia ruim, eu gosto de ouvir com você, porque acho que ela fica menos ruim’. O ‘Encontro’ me permitiu ser mais como todo mundo. Se em casa as pessoas estavam emocionadas, não tinha problema eu também estar. Não era uma obrigatoriedade, mas se estivesse não teria problema. Agora, só não vou às lágrimas no ‘The voice’ para não borrar a maquiagem”.

Posicionamento político

“Recentemente, eu li um artigo da Flávia Oliveira (colunista do jornal O Globo), muito lúcido, que falava sobre o exercício do pescoço: começar a olhar em volta e perceber como as pessoas estão, se melhores ou piores. Ver a quantidade de desempregados, a inflação, o preço dos alimentos... Tenho a sensação de que nunca vivi um momento pior do que este. Eu não me vejo me manifestando a cada eleição, mas neste momento achei que era importante. Precisava contribuir, de uma maneira muito respeitosa, com quem elege. E tinha o direito de dizer o que me move. Não como apresentadora, mas como cidadã mesmo. Eu estava angustiada, achando que precisava falar sobre isso com as pessoas que confiam, acreditam em mim e me seguem, sabem da maneira como eu me posiciono nas redes. Nunca parti pra ofensa”.

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Repercussão na rede social

“Resposta negativa, eu percebi muito pouco. Tem os que saem, mas também tem os que chegam. Eu não faço nada ali no Instagram com o objetivo de ganhar ou perder seguidores (são quase 13 milhões). Publico o que, intuitivamente, acho que vai me fazer bem. Falo de coisas aleatórias, até de planta. Tem um pessoal que faz barulho, mas eu nunca fechei comentários. Deixo comentarem o que quiserem. Pra eu tirar, só se tiver um palavrão ou uma coisa muito agressiva às outras pessoas que me seguem e que também vão ler. Se acontecer uma repercussão muito fora do normal, a agência que monitora as minhas redes vai me avisar. Mas não fico focada nisso, senão adoeço. A gente sabe que tem muito robô. Eu uso a rede como se fosse um álbum de fotos, vou guardando fragmentos de momentos que vivi. E quando tem alguma informação que eu ache importante compartilhar pra ajudar outras pessoas, eu compartilho”.

Copa do Mundo

“É claro que vou acompanhar! É quase impossível não querer ver Copa do Mundo. Quando eu cobria, é claro, ficava muito mais ligada, atenta às convocações. Imagina eu, que gosto tanto de futebol, ter podido assistir a todos os jogos do Brasil do campo, quando trabalhei nas coberturas? É muito mais do que eu podia sonhar. Essa paixão vai muito além de ter sido nomeada musa da seleção em 2002. É claro que esse ano foi muito especial, mas também vivi momentos muito legais em 1994, 2006, 2010... Eu lamento muito que o uniforme verde e amarelo tenha sido usado em manifestações políticas. Se apropriar disso não foi legal. A gente nunca precisou se dividir como nação. Tenho muita esperança de que essa fase aguda de polarização se encerre. Que a gente possa usar cada um a cor que quiser e respeitar o outro”.

Ser ‘a voz’

“Quero que a minha voz ecoe para assuntos que digam respeito a nós, mulheres, e em tudo o que for relativo aos direitos humanos. Mesmo como pessoa branca, se eu puder ser voz ativa na luta pelo antirracismo, acho importantíssimo. Que eu possa fazer ouvir quem não tem o mesmo espaço e as mesmas oportunidades que eu. E sei que minha voz é conhecida. Durante a pandemia, mesmo de máscara, se eu abrisse a boca, imediatamente me reconheciam”.

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Se fosse candidata no ‘The voice’

“Olha, para a primeira vez no palco do ‘The voice’ como candidata, eu adoraria saber cantar Whitney Houston, Adele... Arrasaria! Como eu não sou cantora mesmo, posso sonhar, né? Brincando, eu penso numa coisa bem poderosa. Algo que o público soubesse cantar junto, para me ajudar”.

Caraoquê

“Estou proibida de cantar ‘Evidências’. Meu Deus do Céu, já cantei tantas vezes! Agora tenho arriscado ‘Azul da cor do mar’, mudando um pouco o meu repertório. Beatriz tem caraoquê em casa, é ótimo pra quem não sabe cantar de verdade. Em geral, somos nós que vamos bem na pontuação, basta acompanhar a bolinha pulando na letra da música. Quem sabe, floreia muito, aí se ferra. Minhas notas costumam ser altas, 98, por aí. Hoje, lá na aula de canto, a gente brincou de cantar ‘Por enquanto’, da Cássia Eller. Eu acho chique a pessoa que chega e fala: ‘Me dá um Lá menor’...”.

Vira e não vira a cadeira

“Eu viraria a cadeira para os meus filhos, me orgulha a postura deles como adultos. E não viraria para pessoas que têm atitudes racistas nem para aquelas que são passivas em relação a esse crime”.

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Referências profissionais

“Eu faço do meu jeito, não tenho grandes ídolos. De quando comecei, eu me lembro muito da Sandra Passarinho e da Marília Gabriela, duas jornalistas mulheres de referência. Para programa de entretenimento, qualquer pessoa que suba num palco e que tenha um auditório vai ter sempre a Hebe no seu inconsciente. Assim como Chacrinha, é uma lembrança forte para todos nós que lidamos com o público. Esses dois norteiam tudo o que a gente faz hoje na TV”.

O que vem por aí

“A temporada se encerra entre o Natal e o Ano-Novo. A gente ensaia no dia 26 de dezembro e apresenta a semifinal no dia 27. Ensaia no dia 28 e apresenta a final dia 29. A partir do momento em que começo a gravar, fico por conta. Se precisar de qualquer coisa, como entrevistas e campanhas de divulgação, estou disponível. Não me importo de trabalhar nesses períodos que costumam ser de recesso para muita gente, porque tenho as minhas folgas intercaladas. Aí, no ano que vem, devo voltar ao ar no ‘Kids’, provavelmente no primeiro semestre. Ainda não sei se terá o ‘The voice+’ em 2023. Se tiver, estarei apresentando também”.

Aposentadoria

“Nunca pensei em me aposentar, acho que vou morrer trabalhando. Tenho o privilégio de fazer aquilo que escolhi, no melhor lugar onde eu poderia estar para mostrar o meu trabalho. E gosto de fazer adaptações com frequência. Achei que essa era necessária agora, daqui a um tempo pode ser que eu sinta necessidade de outra. Mas eu ainda me vejo trabalhando muito, não tenho nenhuma vontade de parar. Gosto desse contato, sinto falta de estar com o público.

Créditos do ensaio de fotos

Fotos: Renata Xavier (@renataxavierfoto)

Assistência de fotografia: Leandro Lucas (@leandrolucasfoto)

Figurino: Flávia Azevedo (@flaviaazevedopereira)

Assistência de figurino: Carolina Mannarino (@carolmannarino), Carla Cardoso (@carlinhacardosoo) e Henriete Damiani (@henrietedamiani)

Cabelo: Janaína Alcântara (@eusoujanainaalcantara)

Maquiagem: Claudia Paes (@paesclaudia)

Locação e agradecimento: Hotel LSH By Own — Barra da Tijuca (@lshbyown)