Divididos por classe e geografia, peruanos escolhem novo presidente

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Por Marco Aquino e Marcelo Rochabrun

LIMA/TACABAMBA, Peru (Reuters) - Os peruanos começaram a votar para escolher o presidente neste domingo, em uma eleição dividida amargamente por classe e localização geográfica, com a maioria dos cidadãos urbanos de classes mais altas preferindo a candidata de direita Keiko Fujimori, enquanto os mais pobres das regiões rurais preferem o novato político Pedro Castillo.

As urnas para o segundo turno da eleição foram abertas às 7 da manhã no horário local, com filas crescendo desde cedo em algumas zonas eleitorais no frio de outono da capital Lima.

Os cidadãos foram convocados a votar de acordo com seus números de identidade em uma proposta para evitar grandes aglomerações.

O Peru quase triplicou seu número de mortos pelo coronavírus na semana passada, após uma revisão do governo, o que significa que o país tem agora a pior marca da pandemia em relação ao tamanho de sua população.

As pesquisas de opinião mostram a disputa em empate técnico, mas Fujimori, que no início da corrida estava atrás de Castillo, agora está ligeiramente à frente.

Fujimori, de 46, filha do ex-presidente do país Alberto Fujimori, hoje preso, promete manter a estabilidade econômica e promover políticas de livre mercado no segundo maior produtor de cobre do mundo.

Castillo, de 51, é professor do Ensino Primário e líder sindical, conquistou o apoio dos mais pobres da região rural do Peru - com promessas para alterar os regimes fiscais de empresas multinacionais e de reescrever a Constituição.

(Por Marco Aquino em Lima e Marcelo Rochabrun em Tacabamba; Reportagem adicional de Reuters TV)

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