Divulgada 1ª foto de buraco negro no centro da Via Láctea

A primeira foto do buraco negro Sagitário A*. Foto: Divulgação/ EHT.
A primeira foto do buraco negro Sagitário A*. Foto: Divulgação/ EHT.
  • Sagitário A* está a 26 mil anos-luz da Terra

  • Buraco negro foi fotografado por consórcio internacional de cientistas

  • Imagens ajudam a entender o fenômeno

A primeira foto de um buraco negro localizado no centro da Via Láctea, a nossa galáxia, foi divulgada por um consórcio internacional de cientistas nesta quinta-feira (12). O Sagitário A* é um buraco negro supermassivo, localizado a cerca de 26 mil anos-luz da Terra.

O registro foi feito pelo Event Horizon Telescope, uma rede de onze radiotelescópios espalhados pelo globo e que são operados em conjunto.

“Ficamos surpresos ao ver como o tamanho do anel que observamos está tão de acordo com as previsões da Teoria da Relatividade Geral de Einstein”, afirmou o cientista Geoffrey Bower, do Instituto de Astronomia e Astrofísica da Academia Sínica, em Taipei.

“Estas observações sem precedentes aumentaram grandemente o nosso conhecimento do que acontece mesmo no centro da nossa Galáxia e nos dão novas pistas sobre como é que estes buracos negros gigantes interagem com o meio que os rodeia", completou.

As descobertas estão sendo publicadas nesta quinta pela revista científica The Astrophysical Journal Letters. A divulgação foi feita em coletivas de imprensa simultâneas na Alemanha, Chile, China, Estados Unidos, Japão, México e Taiwan.

Todos os 11 telescópios trabalharam juntos para aumentar o campo de visão e, assim, conseguir captar a imagem em maior resolução.

Uma técnica similar foi usada em 2019 para capturar a primeira foto de um buraco negro, o Pōwehi, que fica no centro da galáxia Messier 87.

Apesar de estar mais próximo da Terra, foi mais difícil obter uma imagem do Sagitário A*, pois foi necessário desenvolver novas ferramentas para explicar o movimento do gás em torno do buraco negro ao centro da Via Láctea. O M87*, por sua vez, era um "alvo mais fácil e estável, com quase todas as imagens parecendo iguais".

"[É] um pouco como tentar tirar uma fotografia nítida de um cachorro que persegue a sua cauda a toda a velocidade”, explica Chi-kwan Chan, cientista do EHT no Observatório Steward e no Departamento de Astronomia e Instituto de Dados Científicos da Universidade do Arizona.

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