Djamila Ribeiro defende democratização da mídia no Dia Nacional da Liberdade de Imprensa

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***ARQUIVO*** SÃO PAULO-SP, BRASIL, 06-05-2022 - A escritora Djamila Ribeiro discursa durante evento.  (Foto: Ronny Santos/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO-SP, BRASIL, 06-05-2022 - A escritora Djamila Ribeiro discursa durante evento. (Foto: Ronny Santos/Folhapress)

SÃO PAULO, SP, E SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - A mestre em filosofia política e colunista do jornal Folha de S.Paulo Djamila Ribeiro defendeu, durante lançamento de seu novo curso sobre jornalismo, a necessidade de as pessoas apoiarem projetos políticos que coloquem a democratização da mídia no Brasil em pauta.

Em discurso, Ribeiro traçou um panorama do jornalismo no país e descreveu o que, em sua visão, são obstáculos e desafios hoje. Segundo ela, enquanto poucas pessoas controlarem os grandes veículos de comunicação, não haverá mudanças mais amplas de diversidade e pluralidade na imprensa.

"Muitas vezes o jornalista não tem liberdade para noticiar o que ele quer porque está inserido dentro de uma grande empresa, é um trabalhador", disse.

Para ela, é importante que as Redações de jornalismo repercutam a diversidade da sociedade brasileira. Segundo a pesquisa Perfil Racial da Imprensa Brasileira, feita pelo Jornalistas & Cia e Portal dos Jornalistas, 20,1% dos 1.952 profissionais entrevistados se declararam pretos ou pardos. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população de pretos e pardos no país é de 56%.

Djamila Ribeiro disse também que as faculdades de jornalismo precisam mudar sua forma de ensinar para sair "desse currículo eurocêntrico, branco e masculino", ressaltando que a imprensa é importante para transformar estruturas sociais.

Mestre em filosofia, Ribeiro chegou a estudar jornalismo, mas não se formou e também não trabalhou na grande imprensa. Ela deu aula na disciplina de Jornalismo Contra-Hegemônico da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Segundo Djamila Ribeiro, o jornalismo tem o poder de mudar as imagens que são criadas acerca das periferias, favelas e pessoas negras a partir das histórias que decide noticiar. Para ela, a imprensa precisa contar mais sobre o que chamou de "símbolos de vitória".

"É importante mostrar que existe um coletivo de mulheres em Heliópolis que criou uma escola feminista, que em Parelheiros existe uma biblioteca que ministra cursos dentro de um cemitério. E isso é importante, também, para que as pessoas da própria comunidade conheçam esses projetos", disse.

Djamila Ribeiro está à frente de um novo curso sobre o que chama de "jornalismo não hegemônico", ou seja, que se debruça sobre pautas de diversidade e que conta a história de jornais como Homem de Cor e Lampião da Esquina, voltado para a comunidade LGBTQIA+.

"Jornalismo contra hegemônico: reflexões para um novo presente" é uma parceria entre Feminismos Plurais, plataforma de streaming fundada por Djamila, o YouTube e a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). Ele está disponível gratuitamente no canal Feminismos Plurais, no Youtube.

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Serviço:

Jornalismo contra hegemônico: reflexões para um novo presente

Quando: Terças e quintas

Onde: Canal Feminismos Plurais, no YouTube

Preço: Gratuito

Apresentação: Djamila Ribeiro

https://www.youtube.com/channel/UCiGwucWNeSW7W6clmtnWmEQ

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