Djokovic aceita restrições dos Estados Unidos: "O que posso fazer?"

Contrário à vacinação, Djokovic seria barrados por novas regras para estrangeiros não residentes nos EUA.
Contrário à vacinação, Djokovic seria barrados por novas regras para estrangeiros não residentes nos EUA. Foto: (Peter Mundy/Speed Media/Icon Sportswire via Getty Images)

Novak Djokovic se envolveu em mais uma polêmica envolvendo a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 para participar de competições profissionais de tênis. Desta vez, por causa de uma atualização da TSA (Administração para Segurança de Transporte) dos Estados Unidos, estrangeiros não residentes no país ainda precisam apresentar o comprovante de vacinação.

O documento será apreciado para uma possível derrubada apenas no dia 10 de abril, o que impedirá a participação do atual número 5 do ranking da ATP dos Masters de Miami e Indian Wells, que serão disputados no mês de março. Quando questionado sobre o tema, Djokovic respondeu que: "Eu vi falar disso, mas não acho que é oficial ainda. quando for oficial poderemos falar sobre isso. Se é oficial, o que eu posso fazer? Nada. Vocês conhecem minha posição, então é o que é; Espero poder jogar, mas se eu não posso ir, não posso ir".

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Em Melbourne, na Austrália, de onde foi deportado há quase um ano, Djokovic está se preparando para a disputa do Aberto da Austrália, que será disputado entre os dias 15 e 29 de janeiro.

Em sua primeira entrevista no país, ele disse que jamais gostaria de viver novamente o que aconteceu: "Você não pode esquecer eventos assim. É uma daquelas coisas que grudam em você. Isso fica contigo para o resto da sua vida. É algo que eu nunca vivi antes e espero nunca mais viver. Mas é uma experiência valorosa para mim. Eu preciso seguir em frente. Voltar à Austrália mostra como eu me sinto em relação a esse país e como me sinto ao jogar aqui. O que aconteceu há doze meses não foi fácil de digerir por algum tempo. Mas, ao mesmo tempo, eu precisei seguir em frente. Essas circunstâncias não vão substituir o que eu vivi em Melbourne e na Austrália durante a minha carreira. Então, eu chego com emoções positivas e ansioso. Eu espero que tudo seja positivo. Obviamente, não é algo que eu possa prever. Eu vou fazer meu melhor para jogar um bom tênis e trazer boas emoções e bons sentimentos para o público".