Dmitri Medvedev acusado de tentar interferir nas eleições em Itália

O Ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Luigi Di Maio, reagiu às declarações do ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança Nacional, Dmitri Medvedev, acusando-o de tentar interferir na campanha eleitoral para as eleições gerais de 25 de setembro.

Uma posição partilhada por muitos mas não pelo ex-vice primeiro-ministro Matteo Salvini que ia dizendo que são os italianos que vão às urnas, não os russos e que não está interessado em controvérsias com o resto do mundo. As ligações do líder da Liga à Rússia têm estado sob escrutínio.

Medvedev afirmou que gostariam de ver os cidadãos europeus a "expressar descontentamento" pelas ações dos seus governos e a puni-los pela sua "evidente estupidez". Palavras que desagradaram a quem se tem batido contra a invasão russa da Ucrânia.

No final de julho, o secretário-geral do Partido Democrático, e antigo primeiro-ministro, Enrico Letta, alertava para o risco de desinformação e interferência por parte de Moscovo que poderia beneficiar a direita e a extrema-direita

Medvedev tinha sido já protagonista de episódios idênticos. As crises governamentais no Reino Unido e Itália, que puseram fim aos governos de Boris Jonhson e Mario Draghi, dois ferozes apoiantes da Ucrânia, viu-as com satisfação.