DNA indica suposto assassino de universitária no litoral de SP

ALFREDO HENRIQUE
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um homem de 38 anos é apontado pela polícia como o provável suspeito de matar a universitária Julia Rosenberg Pearson, 21 anos, encontrada enterrada em uma cova rasa, em 6 de julho deste ano, após sair na manhã do dia anterior para caminhar entre as praias de Paúba e Maresias, em São Sebastião (191 km de SP). O suspeito está preso desde 22 de setembro em decorrência de um crime sexual, ocorrido em 2011 na mesma cidade. A unidade carcerária onde ele está detido, porém, não foi informada. Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB), um retrato falado feito pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) ajudou na identificação do suspeito. "A partir da comparação de DNA de um dos suspeitos, reconhecido após um retrato falado elaborado pelo laboratório de arte forense do DHPP, foi confirmado a participação dele no crime", diz trecho de nota. O homem de 38 anos já tinha um mandado de prisão expedido pela Justiça, por causa de um estupro, ocorrido em 17 de maio de 2011 em São Sebastião. A vítima, uma garçonete na época com 33 anos, afirmou à polícia, na ocasião, conhecer o suspeito "de vista." Por isso, ela confiou nele quando a convidou para ver chalés, para locação, perto da praia de Maresias. A vítima pretendia alugar um imóvel na ocasião. Ambos foram até o local, onde o homem, segundo boletim de ocorrência, tentou fazer sexo, sem consentimento, mas foi impedido com a chegada de uma viatura da PM. O suspeito foi condenado em 2012 a quatro anos e um mês de prisão por este crime. Porém, ficou foragido até 22 de setembro, quando foi preso, em cumprimento a um mandado de prisão feito por policiais do 2º DP de São Sebastião. Na ocasião, material genético foi colhido do homem, ajudando para que ele fosse formalmente denunciado pelo crime, conforme a SSP confirmou nesta quarta-feira (4). O CASO A estudante de veterinária Julia Rosenberg Pearson desapareceu na manhã de 5 de julho, quando saiu para fazer uma caminhada entre as praias de Paúba e Maresias. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte em uma cova rasa. Moradora na capital paulista, ela estava no litoral, junto com parentes, desde o início da pandemia da Covid-19, onde fazia a quarentena. O dela corpo foi encontrado por um morador da região e por PMs que faziam buscas pela jovem. Ela estava coberta por folhas, perto de uma antena de transmissão de telefonia móvel, de acordo com boletim de ocorrência. Ainda de acordo com o documento policial, a perícia constatou sinais de estrangulamento no corpo. Um pedaço de cinto estava em volta do pescoço da jovem, e um tecido foi encontrado na boca da vítima. A polícia ainda não confirmou se a jovem também foi vítima de violência sexual. Na ocasião do crime, um homem de 37 anos foi indicado como suspeito de participar do homicídio da estudante. Porém, um exame de DNA inocentou o homem, que permanece preso, por outro crime, ocorrido em Ilhabela três dias após o corpo de Julia ser encontrado. O advogado de defesa do homem de 37 anos, Daniel Pangard, afirmou nesta quarta ao Agora, que seu cliente aguarda um exame de sanidade mental.