Doações de sangue no Inca caem pela metade em abril

Giselle Ouchana
Inca faz pedido de doação de sangue. Arquivo: 04/2019

RIO - As doações de sangue no Instituto Nacional de Câncer (Inca) caíram 50% em abril, consequência da pandemia do coronavírus. Para manter o estoque abastecido, o ideal são 70 doações por dia. A média, porém, não passa de 30. A queda no número de doadores preocupa os médicos e as famílias dos pacientes.

O banco de sangue atende doentes em tratamento oncológico, por isso a regularidade das doações é imprescindível. O Inca também precisa manter o estoque de plaquetas em dia. Esse componente do sangue tem durabilidade de apenas 5 dias. Desde o início da pandemia, o Instituto adotou novas medidas de segurança e faz um apelo para que as pessoas não deixem de contribuir. Para diminuir o fluxo interno de pessoas em suas unidades, a coleta de sangue é realizada através de agendamento.

— A doação de sangue é segura. Adotamos critérios de segurança para funcionários, doadores e pacientes. Os agendamentos são feitos para evitar aglomerações. Todos que ligarem para agendar receberão orientações. Precisamos contar com a colaboração da população neste momento — destaca Iara Motta, chefe do Serviço de Hemoterapia do Inca. — Os tratamentos oncológicos continuam e muitos deles dependem de doações de sangue para o pleno sucesso terapêutico.

Os telefones para agendamento são 3207-1021 e 3207-1580, de segunda à sexta das 8h às 15h. A prioridade é que os agendamentos de horários sejam para doadores que moram próximo à sede do Inca, na Praça Cruz Vermelha, 23, Centro. A medida visa evitar o uso de transporte público e a exposição.

— É seguro doar, não há risco de contaminação pela doação de sangue. Peço que as pessoas agendem e venham. Os pacientes oncológicos continuam em tratamento e não vamos parar — concluiu Iara.