Doações de Marina Silva serão registradas em blockchain; entenda

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(Ramon Bitencourt/O Tempo/Futura Press)
(Ramon Bitencourt/O Tempo/Futura Press)

Por Fernanda Santos

A pré-candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, começou essa semana sua vaquinha virtual – uma forma de financiamento coletivo de campanha (crowdfunding) em que os eleitores fazem doações pela internet.

A plataforma escolhida pela equipe da pré-candidata é a Voto Legal, que utiliza a tecnologia blockchain para registrar as doações.

O software foi desenvolvido pelo AppCívico em parceria com o MCCE (Movimento Contra Corrupção Eleitoral).

Qual a diferença do blockchain?

Essa tecnologia, que é a mesma utilizada com criptomoedas, mantém as informações das transações descentralizadas, ou seja: os dados são validados por diversos atores (pessoas, instituições, empresas, etc) e não apenas um.

“Tem que haver um consenso para afirmar se uma informação é verdadeira ou não. Em um banco de dados descentralizado, qualquer alteração fica evidente”, explica Thiago Rondon, fundador e CEO do AppCívico.

Em breve, a Voto Legal também terá uma interface visual nova que permitirá a qualquer pessoa acessar as informações que estão lá. Hoje, o código já é aberto, mas apenas especialistas compreendem bem os dados.

Como funciona?

Por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todas as doações feitas pela internet aos candidatos devem ser públicas e atualizadas em tempo real. Além do valor doado, ficam registrados nos sites das vaquinhas os dados pessoais de quem colaborou.

Dessa forma, quando um eleitor faz uma transação, a plataforma Voto Legal gera um recibo que contém todas as informações importantes.

No sistema de blockchain, cada recibo desses é representado por uma hash – sequência de caracteres gerada por meio de um cálculo matemático. As hashs de todas as doações ficam guardadas em um banco de dados: o blockchain.

Se algum dado do recibo de doação for alterado, a sequência da hash também muda: denunciando aquela mudança.

Em outras palavras, se alguém tentar modificar os dados do doador ou da doação para beneficiar (ou prejudicar) o candidato, a plataforma vai descobrir.

Qual a vantagem?

O fundador do AppCívico explica que a plataforma Voto Legal garante não apenas a transparência das doações, uma vez que os dados de todas as transações ficam abertos, mas também a confiabilidade.

“Pelo blockchain, a confiança sobre a transparência não fica centralizada no político. Muitas pessoas podem ter essas informações de doação em tempo real. Isso facilita muito a fiscalização,
monitoramento e acompanhamento da campanha”, diz ele.

As doações de Marina Silva (Rede)

A vaquinha virtual de Marina Silva – pré-candidata que aparece em segundo lugar nas pesquisas num cenário sem Lula – estreou na segunda-feira (16) à noite. Na manhã de sexta-feira (20), o crowdfund já havia arrecadado cerca de R$ 87 mil.

Sem coligação para disputar as eleições, a Rede Sustentabilidade ficará com 0,62% do Fundo Eleitoral – cerca de R$ 10 milhões, dos quais metade deve ir para a campanha de Marina.

Na TV, o horário eleitoral gratuito será de 8 segundos.

A meta da campanha é arrecadar na vaquinha virtual R$ 100 mil para financiamento de viagens e R$ 200 mil para vídeos e outros materiais que terão como objetivo “combater mentiras, acusações levianas e notícias falsas” dos adversários.

Também têm vaquinhas virtuais os pré-candidatos Lula (PT), Manuela D’Ávila (PC do B), João Amoêdo (Novo), Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL).

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