Doador da campanha de Bolsonaro já foi investigado por trabalho escravo

Doador de campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) teve fazenda fiscalizada. (Foto: JIM WATSON/AFP via Getty Images)
Doador de campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) teve fazenda fiscalizada. (Foto: JIM WATSON/AFP via Getty Images)
  • Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo libertou 47 pessoas da fazenda do doador

  • Gilson Mueller Berneck doou R$ 150 mil para a campanha de Bolsonaro

  • Ele também fez doações para deputados e governador

Um dos doadores da campanha de reeleição de Jair Bolsonaro foi alvo de uma operação de fiscalização do Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo. Se trata do empresário e produtor Gilson Mueller Berneck, investigado em 2007.

O grupo libertou 47 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma das fazendas de Berneck, no Mato Grisso do Sul, onde era feita extração e beneficiamento de madeira. Ele precisou assinar um acordo e pagar cerca de R$ 300 mil em recisões. As informações são do portal Metrópoles.

À campanha de Bolsonaro, o produtor doou R$ 150 mil. Além disso, destinou R$ 100 mil para a campanha de reeleição do governador do Paraná, Ratinho Júnior, e mais R$ 210 mil para três candidatos a deputado federal - dois em Santa Catarina e um no Paraná.

Foram R$ 100 mil para Cobalchini (MDB-SC), R$ 50 mil para Agnelo Miranda (PSD-SC) e R$ 60 mil para Reinhold Stephanes Júnior (PSD).

Esta não é a primeira vez que Berneck faz doações generosas a campanhas eleitorais. Em 2018, doou um total de R$ 100 mil, dos quais metade foi para a campanha de Ratinho, e a outra metade para a do senador Álvaro Dias (Podemos).

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