Doadores pagaram US$ 250 mil para ver Trump horas antes de teste positivo para coronavírus

Colaboradores Yahoo Notícias
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White House Chief of Staff Mark Meadows (R) watches as US President Donald Trump walks off Marine One while arriving at Walter Reed Medical Center in Bethesda, Maryland on October 2, 2020, after testing positive for covid-19. - President Donald Trump will spend the coming days in a military hospital just outside Washington to undergo treatment for the coronavirus, but will continue to work, the White House said Friday (Photo by Brendan Smialowski / AFP) (Photo by BRENDAN SMIALOWSKI/AFP via Getty Images)
White House Chief of Staff Mark Meadows (R) watches as US President Donald Trump walks off Marine One while arriving at Walter Reed Medical Center in Bethesda, Maryland on October 2, 2020, after testing positive for covid-19. - President Donald Trump will spend the coming days in a military hospital just outside Washington to undergo treatment for the coronavirus, but will continue to work, the White House said Friday (Photo by Brendan Smialowski / AFP) (Photo by BRENDAN SMIALOWSKI/AFP via Getty Images)

Cerca de 20 doadores pagaram US$ 250 mil cada (aproximadamente R$ 1,42 milhão) para participar de uma reunião com Donald Trump poucas horas antes de o presidente dos Estados Unidos anunciar que havia testado positivo para o novo coronavírus.

Segundo informações do jornal “The St. Paul Pioneer Press”, divulgadas pelo portal UOL, os participantes ignoraram medidas de precaução contra a Covid-19, como o distanciamento social e o uso de máscaras.

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Entre os participantes do jantar, realizado na última quinta-feira, foram identificados Sergio Gor, assessor do senador Rand Paul, de Kentucky, e Kristi Noem, governadora da Dakota do Sul.

Trump já havia contraído o vírus quando esteve com os doadores em um ambiente fechado no seu clube de golfe, em Bedminster. Os participantes teriam sido submetidos a testes rápidos antes de entrar na reunião, sem saberem que o próprio presidente estava contaminado.

A reunião exclusiva arrecadou US$ 5 milhões (mais de R$ 25 milhões). Depois, Trump interagiu com outras 200 pessoas na parte externa do clube de golfe. Pouco mais de 24 horas antes do teste positivo para Covid-19, o presidente participou de outro jantar privado com doadores no subúrbio de Shorewood, em Minnesota, ao preço de US$ 200 mil por casal.

O médico da Casa Branca, Sean Conley, disse neste sábado (3) que Donald Trump está "passando bem" e não teve febre nas últimas 24 horas. “Estamos extremamente felizes com o progresso do presidente”, disse Conley durante uma entrevista coletiva em frente ao hospital militar para onde Trump foi transferido no fim da tarde de sexta-feira.

A equipe médica disse que o presidente continua sendo tratado com remdesivir, medicamento antiviral criado para combater o ebola. Trump tomou a primeira dose nesta sexta e o tratamento completo com o remdesivir deve durar cinco dias.

Segundo Conley, Trump não tomou hidroxicloroquina e “não precisa de oxigênio neste momento”. O médico foi evasivo ao ser questionado se o presidente precisou de oxigênio em algum momento desde o diagnóstico, mas afirmou que Trump não teve dificuldades para respirar.