Documento aponta que governo tentou negociar vacina Sputnik nos moldes da Covaxin

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MOSCOW, RUSSIA - JULY 09: Vials of
Foto: Sefa Karacan/Anadolu Agency via Getty Images
  • Carta foi assinada por ex-secretário da Saúde, Elcio Franco

  • Documento está com a CPI da Covid

  • Compra da Covaxin é investigada por irregularidades

De acordo com uma carta em posse da CPI da Covid, o mesmo modelo para compra de vacinas adicionais da Covaxin foi usado para tentar adquirir 200 milhões de doses da vacina russa Sputnik V pelo Ministério da Saúde. As tratativas teriam ocorrido mesmo sem o imunizante ter recebido aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A CPI, que já investiga possíveis irregularidades na compra da Covaxin, irá analisar as negociações que envolvem o imunizante russo.

A carta foi enviada no dia 18 de março por Elcio Franco, que atuava como secretário-executivo da Saúde na época, para o Fundo Soberano Russo. No documento, o ministério demonstra interesse em adquirir 100 milhões de doses inicialmente e abre a possibilidade de adquirir mais 100 milhões futuramente.

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O ex-secretário pede a confirmação de que a empresa União Química representa a Sputnik no Brasil para que as negociações fossem feitas com o laboratório brasileiro.

"Antes de lançarmos formalmente as negociações, contudo, agradeceria receber do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) confirmação sobre o status do relacionamento com a União Química Farmacêutica Nacional S/A, que por ora segue sendo a representante oficial do RDIF no Brasil e firmou contrato com este Ministério da Saúde de venda de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V para o segundo trimestre de 2021", escreveu Elcio na carta.

Documento sobre compra da Sputnik
Documento sobre compra da Sputnik

Na mesma época, o Ministério da Saúde negociava a compra de 100 milhões de doses extras da vacina Covaxin por meio de uma empresa intermediária no Brasil.

Membros da CPI da Covid avaliam que as vacinas que foram adquiridas com intermediários brasileiros tiveram um tratamento muito diferente daquele dado a grandes laboratórios, como a Pfizer, Jansen e Butantan.

A empresa que intermediou a compra da Covaxin foi a Precisa Medicamentos, e o colegiado avalia as condições da negociação. Além disso, a empresa Davati também é investigada em um contrato de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca.

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