Documentos mostram que carta da Pfizer chegou ao gabinete de Bolsonaro

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Brazilian President Jair Bolsonaro delivers a speech during the announcement of sponsorship of olympic sports team by the state bank Caixa Economica Federal at Planalto Palace on June 1, 2021. - Brazil's President Jair Bolsonaro said on Tuesday that, if it depends on his government, his country will host the 2021 Copa America, in a bid to reduce uncertainty over the hosting of the world's oldest national team tournament. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Gabinete do presidente Jair Bolsonaro encaminhou decisão ao Ministério da Saúde e à Casa Civil (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)
  • Gabinete do presidente Jair Bolsonaro recebeu a carta da Pfizer, oferecendo vacinas contra a covid-19

  • Após dois dias, decisão foi repassada ao Ministério da Saúde e à Casa Civil

  • Ministério da Saúde ignorou diversos e-mails da Pfizer oferecendo vacinas

Documentos comprovam que a carta da Pfizer, enviada em 12 de setembro e que ficou dois meses sem resposta, chegou ao gabinete do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Dois ofícios, revelados pelo portal O Antagonista, mostram que Bolsonaro teve acesso à carta, assinada pelo CEO da empresa, Abert Bourla.

Revelado pelo ex-secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, a carta que oferecia vacinas da Pfizer ao Brasil, era endereçada ao Ministério da Saúde, então chefiado por Eduardo Pazuello. Bolsonaro, Mourão, Ernesto Araújo e outras autoridades estavam em cópia, mas não se sabia se o presidente havia, de fato, recebido a carta.

Por meio da Lei de Acesso à Informação, O Antagonista teve acesso aos documentos que comprovam que a carta chegou a Jair Bolsonaro. Em setembro de 2020, o gabinete presidencial recebeu o documento, que ficou dois dias sem resposta.

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Em 14 de setembro, o gabinete do presidente respondeu, mas sem tomar decisão. A decisão foi direcionada ao Ministério da Saúde e à Casa Civil.

“Acusamos o recebimento da correspondência s/nº de 12/9/2020, dirigida ao Senhor Presidente da República, informando que sua equipe do Brasil se reuniu com representantes dos Ministérios da Economia e da Saúde, bem como com a embaixada do Brasil nos Estados Unidos, e apresentou proposta para fornecer potencial vacina contra a Covid-19, que até o presente momento não obteve qualquer posicionamento sobre a referida proposta”, diz o documento, revelado pelo O Antagonista.

A resposta é assinada por Ainda Íris de Oliveira, diretoria de Gestão Interna do Gabinete Pessoal da Presidência da República.

Segundo a CPI da Covid no Senado, no total, a Pfizer enviou 53 e-mails oferecendo vacinas contra a covid-19 ao governo brasileiro ao longo de 2020, mas não teve resposta. A compra só foi efetuada em 2021.

À CPI da Covid, Fabio Wajngarten disse que soube do e-mail em 9 de novembro, por meio de Marcelo Carvalho, dono da RedeTV. Então, o ex-Secom teria avisado o presidente sobre a carta.

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