Dois ambientalistas e um liberal nos principais Ministérios do novo governo alemão

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Uma mulher à frente da diplomacia, um escritor ambientalista no "super" Ministério do Clima e um liberal nas Finanças são os favoritos para ocupar as principais pastas do futuro governo alemão, embora nunca tenham exercido cargos ministeriais federais.

O social-democrata Olaf Scholz, que divulgou nesta quarta-feira (24) o acordo alcançado para a futura coligação, fará parte do primeiro governo tripartite alemão, fruto de uma habilidosa união entre representantes do SPD, Verdes e liberais do FDP.

Embora os nomes dos futuros membros do gabinete ainda não tenham sido divulgados, já é certo que os Verdes ficarão com as Relações Exteriores e um grande Ministério para a proteção do clima, enquanto o FDP ficará com a pasta das Finanças.

Confira os novos rostos que devem assumir estes cargos-chave na coalizão apelidada de "semáforo", que seria empossada no começo de dezembro.

- Annalena Baerbock, do trampolim para a diplomacia -

A ex-atleta e campeã de trampolim Annalena Baerbock, a candidata a chanceler dos Verdes, deve se tornar a primeira - e mais jovem - mulher a liderar as Relações Exteriores da Alemanha.

Copresidente dos Verdes ao lado de Robert Habeck desde janeiro de 2018, ela é parlamentar há oito anos e se formou na prestigiosa London School of Economics.

Baerbock, que encontrará em seu gabinete a espinhosa imigração e a disputa com Belarus, prometeu colocar os direitos humanos no centro da diplomacia alemã e tem defendido maior firmeza com a Rússia e a China.

- Christian Lindner, "salvador" dos liberais, na Fazenda -

O líder do Partido Liberal Democrático (FDP), terceiro na consulta de 26 de setembro, Christian Lindner, de 42 anos, deve ocupar o Ministério das Finanças da maior economia europeia, disputada pelos verdes nas negociações anteriores.

Ele ingressou no FDP aos 16 anos e foi eleito deputado pela primeira vez em 2009, quando lutou para se impor na liderança do partido e foi apelidado de "Bambi".

Em 2017, ele interrompeu as negociações para uma eventual coalizão com os conservadores e os verdes liderada por Angela Merkel, uma mudança radical inesperada que custou caro aos liberais, sempre para trás nas pesquisas.

Com ele, o FDP se radicalizou, às vezes flertando com a extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), principalmente no desafio às restrições anticovid.

- Robert Habeck, um escritor filósofo no Meio ambiente -

Com um grande Ministério reunindo Economia e Proteção Climática, o ecologista Robert Habeck deve implementar o programa de medidas contra o aquecimento global acordado pela nova coalizão, principalmente o abandono do carvão até 2030.

Cinquentão, chamado às vezes de "verde pálido", ele selou a vitória da ala centrista dos "grünen", menos radicais que os "fundis", ao obter a copresidência ambiental há quase quatro anos.

Orador pragmático e talentoso, ingressou na política há apenas cerca de 20 anos, construindo sua experiência em nível regional como ministro do Meio Ambiente da região rural de Schleswig-Holstein.

Formado em filosofia, pai de quatro jovens, foi um escritor de sucesso graças aos romances que assinou com sua esposa.

Os alemães apreciam seu estilo descontraído, a ponto de se deixar filmar passando sua camisa - no chão, na falta de uma tábua - antes de um comício ambientalista.

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