Dois americanos condenados à prisão perpétua por assassinato de policial na Itália

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A viúva da vítima, Rosa Maria Esilio, começa a chorar após a decisão do tribunal no julgamento de dois americanos sob a acusação de assassinato de seu marido, o policial Mario Cerciello Rega, em Roma, em 5 de maio de 2021

A justiça italiana condenou dois jovens americanos à prisão perpétua nesta quarta-feira (5) pelo assassinato de um policial em julho de 2019, quando eles estavam de férias em Roma.

O policial Mario Cerciello Rega, 35 anos, foi esfaqueado e morto, quando prendeu os rapazes, então com 19 anos, Finnegal Lee Elder e Gabriel Natale-Hjorth.

Lee Elder, que admitiu ter esfaqueado Cerciello Rega, afirmou, no entanto, que ele e Natale-Hjorth foram atacados por dois homens que pensavam serem traficantes de drogas, uma vez que os policiais estavam à paisana.

Segundo elementos coletados durante a investigação, os americanos pegaram a bolsa de um traficante que lhes vendeu aspirina, fingindo ser cocaína e exigiu 100 euros (120 dálares) para devolvê-la.

Mas o traficante avisou as forças da ordem e os policiais chegaram vestidos com roupas civis ao local marcado para a troca.

A arma do crime, uma faca de combate de 18 cm, foi encontrada logo após os fatos - ocorridos não muito longe do Vaticano - escondida no quarto do hotel quatro estrelas onde estavam os jovens da cidade de São Francisco.

“Foi um assalto, um ataque violento, mortal e desproporcional”, defendeu a promotora do caso Maria Sabina Calabretta.

Calabretta descreveu Cerciello como "um bom homem" e afirmou que "não poderia ter feito muito para se defender", pois o único objetivo do acusado era "matá-lo".

Seu colega Nunzia D'Elia afirmou que o policial foi esfaqueado onze vezes em menos de trinta segundos e que não há provas de que ele tenha atacado o agressor.

Ocorrido no verão de 2019, esse assassinato causou forte comoção na Itália e uma onda de simpatia com o jovem policial, que acabava de voltar de sua lua de mel.

Enquanto a juíza Marina Finiti lia o veredicto e a sentença após o julgamento, que durou um ano, a viúva do policial, Rosa Maria Esilo, soluçava alto e abraçava o cunhado, observou um jornalista da AFP no tribunal.

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