Dois em cada dez brasileiros não pretendem se vacinar contra covid, diz estudo

Redação Notícias
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ANKARA, TURKEY - NOVEMBER 23: Gokce Durmaz, a volunteer is vaccinated with the phase 3 test of the vaccine developed by China for coronavirus (COVID-19) at the City Hospital in Ankara, Turkey on November 23, 2020. The Chinese vaccine at phase 3 study are implemented on a voluntary citizens after Kovid-19 vaccine health professionals in Turkey. (Photo by Mehmet Ali Ozcan/Anadolu Agency via Getty Images)
ANKARA, TURKEY - NOVEMBER 23: Gokce Durmaz, a volunteer is vaccinated with the phase 3 test of the vaccine developed by China for coronavirus (COVID-19) at the City Hospital in Ankara, Turkey on November 23, 2020. The Chinese vaccine at phase 3 study are implemented on a voluntary citizens after Kovid-19 vaccine health professionals in Turkey. (Photo by Mehmet Ali Ozcan/Anadolu Agency via Getty Images)

Dois em cada dez brasileiros afirmam que possivelmente não tomariam a vacina contra o coronavírus.

Estudo da empresa Ipsos em 15 países mostra que o percentual de pessoas afirmando que com certeza tomarão a vacina caiu na maior parte dos lugares desde a última sondagem em agosto.

No Brasil, 81% dos entrevistados pela pesquisa responderam que planejam tomar a vacina contra o coronavírus, enquanto que a média mundial é de 73%.

O percentual de pessoas que diz que certamente tomariam o imunizante caiu 13 pontos percentuais desde o último levantamento.

O Brasil foi o segundo país onde a faixa de pessoas desejando tomar a vacina mais caiu, atrás somente da Austrália (queda de 16 pontos).

Quando perguntado o motivo pelo qual não tomariam a vacina, quase metade (48%) dos brasileiros entrevistados respondeu que estava preocupado com o avanço muito rápido dos testes. Outros 27% disseram ter preocupação com efeitos colaterais.

A pesquisa mostrou que 7% dos brasileiros não acreditam que a vacina seria eficaz e 6% dizem que são contra vacinas no geral. A ideia de que o risco de contágio pela covid-19 é baixo é apontada por 7% dos entrevistados como justificativa para não tomar a vacina.

Os brasileiros ainda estão entre os que mais planejam tomar a vacina da covid no mundo, ficando atrás somente da Índia (87% tomariam a vacina), China (85%) e Coréia do Sul (83%).

A previsão do Ministério da Saúde é disponibilizar 140 milhões de doses no primeiro semestre de 2021, sendo 40 milhões via iniciativa COVAX Facility, liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e 100 milhões de doses via AstraZeneca/Oxford.

Além dessas doses, no segundo semestre do ano que vem, governo anunciou que ia produzir 165 milhões de doses da vacina de Oxford, desenvolvida no Brasil pela Fiocruz.

O governo de São Paulo também tem acordo com a empresa chinesa Sinovac, para produção da Coronavac, vacina desenvolvida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan.

Inicialmente, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, mas voltou atrás após determinação do presidente Jair Bolsonaro.

No domingo, o Ministério da Saúde informou que deve assinar cartas de intenção com cinco laboratórios envolvidos no desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19. São eles: Pfizer, Janssen, Bharat Biotech, Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) e Moderna.

Essa roda de conversas não inclui o laboratório chinês Sinovac.