Dois legisladores que encontraram Trump entram em quarentena por coronavírus

O legislador Doug Collins (2º à esquerda) na visita do presidente Donald Trump à sede do Centro para o Controle e a Prevenção de Enfermidades, em Atlanta, no dia 6 de março.

Dois legisladores dos Estados Unidos que mantiveram contato com o presidente Donald Trump anunciaram nesta segunda-feira que decidiram entrar em quarentena por sua exposição ao coronavírus em uma conferência conservadora realizada em fevereiro.

Matt Gaetz, que viajou com Trump na segunda-feira, e Doug Collins, que se reuniu com Trump na sexta-feira, na Geórgia, decidiram se isolar após a informação de que mantiveram contato com uma pessoa infectada pelo coronavírus durante a conferência conservadora da CPAC realizada em Washington.

Os dois legisladores não apresentam qualquer sintoma.

Gaetz voou com Trump no avião presidencial nesta segunda-feira.

"Apesar de não apresentar qualquer sintoma, fui submetido a exames hoje e espero os resultados em breve", disse Gaetz no Twitter.

Collins encontrou Trump na sexta-feira, na sede do Centro para o Controle de Enfermidades(CDC), em Atlanta, Geórgia, onde foram atualizados sobre a propagação do vírus.

"Não estou sentido qualquer sintoma, mas decidi entrar em quarentena por precaução", disse Collins.

Uma foto publicada pelo Atlanta Constitution-Journal mostra Collins apertando a mão do presidente na Base Aérea Dobbins.

Mark Meadows, futuro chefe do gabinete de Trump, também se colocou em quarentena voluntária após entrar em cotato com um portador do coronavírus.

Apesar do auto-isolamento, Meadows não tem sintomas e seu teste deu negativo, informou seu porta-voz.

Um porta-voz da Casa Branca garantiu que Trump "não fez o teste do COVID-19, já que não manteve contato próximo ou prolongado com qualquer caso confirmado (...) e não tem qualquer sintoma".

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, também informou que "não se submeteu ao teste do coronavírus".

Mais cedo nesta segunda-feira, Trump minimizou o risco do novo coronavírus, assinalando que no ano passado 37 mil americanos morreram de gripe comum, que mata "entre 27 mil e 70 mil por ano" nos EUA.

"A vida e a economia prosseguem. Neste momento há 546 casos confirmados de coronavírus, com 22 mortes. Pensem nisto", tuitou.