Dois manifestantes são mortos em mais um dia de protestos no Sudão

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Dois manifestantes contrários ao poder militar no Sudão foram mortos neste domingo (2) em Cartum durante protestos que, mais uma vez, reuniram milhares de pessoas, apesar do corte total das comunicações e um destacamento maciço de soldados armados.

Os dois manifestantes morreram em Omdourman, nas proximidades da capital Cartum, elevando para 56 o número de vítimas fatais desde o início dos protestos. De acordo com um sindicato de médicos pró-democracia, uma das vítimas foi baleada no peito e a outra sofreu "uma violenta pancada na cabeça que partiu seu crânio".

Como em todos os protestos, que se tornaram frequentes desde o golpe de Estado do general Abdel Fattah al-Burhane, em 25 de outubro, as autoridades tentaram, mais uma vez impedir a mobilização erguendo barreiras “físicas e virtuais”.

Cartum está isolada há muitos dias por contêineres colocados nas pontes sobre o Nilo. A internet e redes de telefonia foram cortadas na manhã deste domingo, e nas principais estradas membros das forças de segurança em veículos blindados com metralhadoras vigiavam os passantes.

Apesar da forte repressão, milhares de sudaneses responderam ao apelo dos militantes para se manifestarem "em memória dos mártires", depois que 54 pessoas já haviam morrido e centenas ficaram feridas desde o golpe. O país vivenciou um novo pico de violência nesta quinta-feira (30), com seis manifestantes mortos em Cartum, também de acordo com o sindicato de médicos.

Violência a portas fechadas

“Nem parceria, nem negociação”

(Com informações da AFP)


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