Dois palestinos são mortos em operação do exército de Israel na Cisjordânia

Dois palestinos, incluindo um adolescente, morreram nesta quarta-feira (9) durante uma operação do exército de Israel que pretendia garantir a segurança de uma visita de políticos israelenses a um local religioso na Cisjordânia ocupada.

Mahdi Hashash, de 15 anos, morreu em consequência dos "ferimentos provocados por estilhaços de um obus durante uma incursão das forças de ocupação (israelenses) em Nablus", norte da Cisjordânia, um território palestino ocupado por Israel desde 1967, afirmou o ministério da Saúde palestino.

Algumas horas depois, a pasta informou a morte de Rafaat Abdullah Issa, de 29 anos, "morto por tiros israelenses a oeste de Jenin".

Segundo a agência palestina Wafa, ele foi morto perto da cerca construída por Israel, que separa Israel da Cisjordânia.

As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, braço armado do movimento laico Fatah, afirmou em um comunicado que Hashash era um de seus "combatentes".

O exército de Israel, por sua vez, anunciou uma operação em Nablus para "garantir a segurança da entrada de fiéis no túmulo de José", um local de grande tensão venerado pelos judeus por supostamente abrigar os restos mortais de um dos filhos do patriarca Jacó.

O local também é considerado pelos palestinos como o túmulo de uma figura religiosa muçulmana local.

As visitas dos judeus são limitadas e submetidas a uma autorização e coordenação prévia com o exército israelense.

Deputados e políticos de direita e extrema-direita eleitos para o Parlamento nas legislativas da semana passada estavam no grupo de visita desta quarta-feira, informou à AFP uma organização de colonos israelenses.

O exército afirmou que durante a operação "foram ouvidos tiros e um soldado abriu fogo na direção de um terrorista que havia colocado uma bomba na área". A nota acrescenta que "uma pessoa foi atingida".

O Crescente Vermelho palestino informou que mais três pessoas ficaram feridas na operação.

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