Dois postos de gasolina são incendiados na Zona Oeste; polícia investiga se é guerra entre milicianos

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Dois postos de gasolina foram incendiados por criminosos, na madrugada desta quinta-feira, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Os ataques aconteceram próximo ao entroncamento da Avenida Brasil com a Rodovia Rio-Santos. Não há notícias de feridos. A região onde os incêndios ocorreram tem sido alvo de conflitos envolvendo milicianos rivais. No último sábado, paramilitares do grupo chefiado por Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, foram vistos armados, ocupando pelo menos 12 carros, durante uma tentativa de invasão a um conjunto que era dominado pelo grupo comandado pelo miliciano Danilo Dias Lima, o Danilo Tandera.

Segundo o portal G1, um dos postos possuía um teto de forro de plástico que não resistiu ao calor das chamas. A loja de conveniência também ficou destruída. Os postos ficam a cerca de um quilômetro de distância um do outro. O outro posto teve apenas a loja incendiada. A Polícia Militar disse que homens do 27º BPM (Santa Cruz) e do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) intensificam o policiamento na Avenida Brasil, na altura de Santa Cruz, onde ocorreram os dois incêndios.

A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento na 36ª DP (Santa Cruz), os agentes estão coletando imagens de câmeras de segurança, que serão analisadas, e realizam diligências para esclarecer os fatos.

No último dia 16 de setembro, homens do grupo de Danilo Tandera atacaram áreas dominadas pela milícia rival em pontos dos bairros de Santa Cruz, Paciência, Jardim Palmares e Campo Grande, todos na Zona Oeste. Na ocasião, seis vans foram incendiadas pelo grupo invasor. O episódio deixou ainda seis assassinatos num espaço de seis dias. Os dois grupos paramilitares disputam a exploração de negócios irregulares que, segundo estimativa da Polícia Civil, gera uma arrecadação mensal em torno de R$ 10 milhões. Entre eles, estão taxas impostas aos comerciantes e a cobrança irregular aos motoristas do transporte alternativo. Só com o pagamento feito por motoristas de vans, os milicianos arrecadam mensalmente uma quantia estimada em torno de R$ 2 milhões.

Zinho e Tandera estão com as prisões preventivas decretadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os dois são considerados foragidos. Os criminosos faziam parte de uma única milícia. Zinho cuidava da parte financeira do grupo, que na ocasião era chefiado por seu irmão Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em junho último, após trocar tiros com policiais. Ainda no fim de 2020, houve um racha no grupo paramilitar e homens comandados por Tandera, que exploravam taxas da milicia apenas em bairros de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, passaram a disputar os negócios que eram explorados pela quadrilha de Zinho.

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