Dois soldados russos se declaram culpados em novo julgamento por crimes de guerra na Ucrânia

Edifício residencial destruído em Derhachi, na Ucrânia, em meio à invasão do país pela Rússia

Por Pavel Polityuk

KIEV (Reuters) - Dois soldados russos capturados se declararam culpados nesta quinta-feira de bombardear uma cidade no leste da Ucrânia no segundo julgamento de crimes de guerra após a invasão do país pela Rússia.

No julgamento no tribunal distrital de Kotelevska, no centro da Ucrânia, os promotores pediram que Alexander Bobikin e Alexander Ivanov sejam presos por 12 anos por violarem as leis de guerra.

Um advogado de defesa pediu clemência, dizendo que os dois soldados estavam seguindo ordens e se arrependeram.

Bobikin e Ivanov, que estavam em uma caixa de vidro reforçada, reconheceram fazer parte de uma unidade de artilharia que disparou contra alvos na região de Kharkiv a partir de Belgorod, na Rússia. O bombardeio destruiu um estabelecimento educacional na cidade de Derhachi, disseram os promotores.

Os militares, descritos como um motorista de artilharia e um artilheiro, foram capturados depois de cruzar a fronteira e continuar o bombardeio, disse o gabinete do procurador-geral.

"Sou completamente culpado dos crimes dos quais sou acusado. Disparamos da Rússia contra a Ucrânia", disse Bobikin ao tribunal em um processo transmitido ao vivo.

Pedindo para não receber a pena máxima de prisão, Ivanov disse: "Eu me arrependo e peço a redução da pena".

A audiência durou menos de uma hora. O veredicto está previsto para 31 de maio.

Um tribunal ucraniano condenou um soldado russo à prisão perpétua na segunda-feira por matar um civil desarmado. A Rússia disse que não tinha informações sobre o julgamento e que a ausência de uma missão diplomática na Ucrânia limitava sua capacidade de prestar assistência.

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