Dois supostos cúmplices na fuga de Carlos Ghosn foram presos nos EUA

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O ex-presidente da Nissan, Carlos Ghosn, em Beirute (Líbano), em 8 de janeiro de 2020
O ex-presidente da Nissan, Carlos Ghosn, em Beirute (Líbano), em 8 de janeiro de 2020

Um homem e seu filho, suspeitos de ajudar o ex-chefe da Nissan Carlos Ghosn a fugir do Japão em dezembro, foram detidos nos Estados Unidos e devem comparecer perante um juiz na tarde desta quarta-feira (20), de acordo com documentos judiciais.

Michael Taylor, ex-membro das forças especiais americanas que se tornou um segurança privado, e seu filho Peter Taylor, ambos com mandado de prisão expedido pelo Japão, vão se apresentar por videoconferência às 19h30 GMT (16h30 de Brasília) diante de um juiz federal de Massachusetts.

Apresentam "grande risco de fuga" e devem permanecer detidos até o pedido de extradição do Japão, estimaram os promotores federais nos documentos judiciais.

Peter Taylor foi preso em Boston quando se preparava para partir para o Líbano, onde o ex-chefe da aliança Renault-Nissan se refugiou e que não possui tratado de extradição com o Japão.

Os dois homens, assim como o libanês George-Antoine Zayek, são acusados pelo Japão de terem ajudado o magnata a escapar da justiça japonesa durante uma fuga espetacular na noite de 29 de dezembro.

Ghosn estava em prisão domiciliar no Japão, onde seria julgado em abril de 2020, especialmente por suposta apropriação indébita financeira.

De acordo com os documentos do tribunal americano, os três homens aparentemente o ajudaram a se esconder em uma grande caixa preta, semelhante a um contêiner de instrumento musical, que eles então transferiram em um avião particular.

O controle de bagagem não era obrigatório naquele momento para esse tipo de aeronave.