Dois suspeito de participar da morte de agente da PF são presos, em Sepetiba

O agente Ronald Heeren

Dois suspeitos de participarem da morte do agente Ronaldo Heeren foram presos, nesta sexta-feira, pela Polícia Federal, em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio. A PF não revelou a identidade da dupla. Um outro suspeito do crime já havia sido preso, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no último sábado. Ele seria chefe da milícia que controla as favelas do Rola e de Antares, em Santa Cruz, também na Zona Oeste.

Heeren e o também policial federal Plínio Ricciard foram atacados a tiros no dia 13 deste mês. Os dois estavam fazendo diligências e, ao seguirem orientações do GPS, entraram na Favela do Rola. Eles foram cercados por quatro bandidos armados.

 

Ricciard conseguiu fugir pulando um muro e se escondendo numa casa que estava vazia. Heeren foi encontrado morto na caminhonete descaracterizada da PF.  O carro foi pichado com as iniciais da maior facção criminosa do Rio. Desde outubro de 2018, milicianos assumiram o comando da favela, que antes era dominada por uma quadrilha de traficantes.

Policiais civis que investigam a milícia que age no Rola afirmam que a ordem para matar o agente federal foi dada pelo miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, chefe do maior grupo paramilitar do Rio, que controla áreas na capital e também na Baixada Fluminense. A pichação no carro teria sido uma forma de atribuir o crime ao tráfico.