Dólar abre a R$ 5,50 após fala de Lula na COP27: "Paciência"

Dólar abre a R$ 5,50 após fala de Lula na COP27:
Dólar abre a R$ 5,50 após fala de Lula na COP27: "Paciência". Foto: Getty Images.
  • Dólar começou em alta nesta quinta-feira (17);

  • "Vai aumentar o dólar, cair a Bolsa? Paciência’, disse o petista em discurso.

  • O mercado segue aguardando novidades como a equipe econômica de Lula para 2023;

O dólar comercial bateu os R$ 5,50, chegando a R$ 5,53 na manhã desta quinta-feira (17), após discurso do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na COP27. "Vai aumentar o dólar, cair a Bolsa? Paciência’, disse o petista a respeito do Teto de Gastos. Após as 10h, a moeda norte-americana estabilizou nos R$ 5,48, e o mercado brasileiro segue de olho nos movimentos da política brasileira.

"Você tenta desmontar tudo aquilo que faz parte do social e não tira um centavo do sistema financeiro — disse ele. "Se eu falar isso, vai cair a Bolsa, o dólar vai aumentar? Paciência.

O dólar não aumenta e a bolsa não cai por conta das pessoas sérias, mas por conta dos especuladores que vivem especulando todo santo dia", declarou Lula.

As declarações do presidente eleito tem surtido efeitos no mercado financeiro. Na semana passada, por exemplo, as redes sociais repercutiram os movimentos de um dos maiores centros financeiros do país - a Faria Lima. A queda no Ibovespa há 7 dias atrás foi dada após Lula da Silva discursar sobre acabar com a fome no Brasil. Internautas viram com maus olhos a reação negativa do mercado financeiro sobre a melhora das condições de vida no país.

O recuo de -3,35% da bolsa de valores de São Paulo foi o maior desde 26 de novembro de 2021, quando a bolsa caiu -3,39%. Segundo analistas do mercado financeiro, a principal preocupação dos investidores é sobre a origem do dinheiro necessário para manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600 e a possível consequência de um desarranjo fiscal.

Nesta quinta, a Ibovespa abre em queda de 0,38%. O mercado segue aguardando novidades como a equipe econômica de Lula para 2023, especialmente o nome escolhido para ministério da Fazenda; a PEC da Transição; e o futuro do Teto de Gastos, medida da gestão de Jair Bolsonaro (PL) que vai respingar para o próximo governo.