Dólar Digital: moeda digital americana inicia seu primeiro grande teste

Dólar digital passa por sua primeira prova de conceito
Dólar digital passa por sua primeira prova de conceito
  • Projeto de moeda digital entra em sua primeira prova de conceito;

  • Dólar Digital será uma CBDC de atacado, utilizado somente por instituições financeiras;

  • Moeda digital americana tem propósito diferente ao Real Digital, em desenvolvimento pelo BC.

O primeiro projeto piloto de uma moeda americana digital, chamada de Dólar Digital, está indo ao ar segundo um anúncio feito nesta terça-feira (15) pelo Federal Reserve Bank (Fed) de Nova York.

Um conjunto de grandes instituições financeiras e a filial do Banco Central americano irão testar o uso de tokens digitais, que representam dólares em uma conversão direta de 1:1. Estão participando do experimento os bancos Citigroup, HSBC, BNY Mellon, Wells Fargo, a empresa de pagamentos Mastercard e o próprio Fed.

Durante 12 semanas, a prova de conceito irá testar as funcionalidades, limitações, buscar e analisar eventuais erros e explorar os usos possíveis de uma plataforma conhecida como "rede de responsabilidade regulamentada", ou RLN na sigla em inglês. A partir dela, os bancos emitem tokens que representam o saldo dos clientes, de forma a liquidá-los junto a uma reserva do banco central americano.

O teste está sendo conduzido em um ambiente seguro, separado do utilizado para as movimentações financeiras habituais e estão sendo utilizados dados simulados, sem expor informações financeiras reais de nenhum indivíduo.

O teste do dólar digital dos Estados Unidos entra na categoria de CBDC (moeda digital de banco central) de atacado, em que os tokens são utilizados pelas instituições financeiras para melhorar a compensação e os processos de liquidação entre os bancos comerciais, sistemas de pagamentos e o Banco Central.

Isto torna a ideia do Dólar Digital diferente do Real Digital, que está no meio de sua prova de conceito. Por aqui a ideia é criar uma versão paralela da moeda fiduciária normal, que possa ser utilizada em transações pelo público. A ideia é se aproveitar dos mecanismos de segurança do espaço criptográfico para criar um ambiente onde possam ocorrer transações em que há desconfiança entre as partes.