Dólar e alvoroço na Faria Lima: como termina a semana do mercado financeiro

Dólar e alvoroço na Faria Lima: como termina a semana do mercado financeiro. (Foto: Faga/NurPhoto via Getty Images)
Dólar e alvoroço na Faria Lima: como termina a semana do mercado financeiro. (Foto: Faga/NurPhoto via Getty Images)

Após 2 semanas oscilando com a repercussão das eleições presidenciais e governo de transição, o dólar fechou a sexta-feira a R$ 5,33. A moeda, que chegou a bater os R$ 5,40 no dia seguinte a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, teve alta de 5,45% - o maior ganho semanal desde 2020. Já o Ibovespa saiu na contramão: ações negociadas na B3 despencaram e bateram recorde na semana, mas com boa recuperação hoje a tarde.

O dólar encerrou o dia em queda de 1,10%, chegando a ser cotado a R$ 5,24 antes de atingir o seu valor de fechamento (R$ 5,33). Contudo, a alta de 5,45% acumulada durante esta semana é a maior da moeda norte-americana desde junho de 2020, quando subiu 5,48%.

O Ibovespa, por sua vez, teve uma boa recuperação ao longo desta sexta-feira, mas o cenário semanal é de queda acumulada em mais de 4%.

Centro financeiro virou alvo de críticas

A queda no Ibovespa nesta quinta-feira (10) está revoltando os internautas, e não é por conta do dinheiro perdido com investimentos. Ocorrida após um discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre acabar com a fome no país, a população vê com maus olhos a reação negativa do mercado financeiro sobre a melhora das condições de vida no país.

O recuo de -3,35% da bolsa de valores de São Paulo foi o maior desde 26 de novembro de 2021, quando a bolsa caiu -3,39%. Segundo analistas do mercado financeiro, a principal preocupação dos investidores é sobre a origem do dinheiro necessário para manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600 e a possível consequência de um desarranjo fiscal.

Nesta sexta-feira, entretanto, após um começo negativo, o Ibovespa voltou a subir e o dólar voltou a cair nas negociações da bolsa, o que pode ser interpretado como um retorno à tranquilidade por parte dos investidores.